Quarta-feira, 22 Fevereiro, 2017

V/A Outro Tempo: Electronic and Contemporary Music from Brazil, 1978-1992 2LP

€ 25,95 2LP Music From Memory

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Acreditamos que não existe maneira fácil de abordar esta compilação. Não se trata de música brasileira como normalmente se entende e também não é música académica. Mas a origem é até bastante aparente numa canção como “Madeira II (Mãe Terra)” de Marco Bosco. “Corpo Do Vento”, de Priscilla Ermel, soa até quase portuguesa (tambor e instrumentos de sopro). Ouve-se também pop de sintetizador muito deliciosa e muito fora; groove deslocado de contexto mas, há que reconhecê-lo também, muito brasileiro (Nando Carneiro, por exemplo), batucadas, vozes puras e também os campeões Mulheres Negras, dupla paulista de culto na década de 80, com direito a aparições no show de Jô Soares e cartoons na revista “Animal”, sempre no limite entre o vanguardista e o tradicional (isso é notório em “Eu Só Quero Um Xodó”), um pouco à semelhança de Ocaso Épico em Portugal. E praticamente não está nada dito. Obrigatório, mas por que motivo? Vocês descobrirão o vosso, mas o simples amor à música basta.

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1. Piry Reis – O Sol Na Janela
2. Nando Carneiro – G.R.E.S. Luxo Artezanal
3. Cinema – Sem Toto
4. Os Mulheres Negras – So Quero Um Xodo
5. Fernando Falcao – Amanhecer Tabajra
6. Anno Luz – Por Que
7. Andrea Daltro – Kiua
8. Os Mulheres Negras – Maoscolorida
9. Bene Fonteles – O M M
10. Carlinhos Santos – Giramundo
11. Priscilla Ermel – Gestos De Equilibrio
12. Carioca – Branca
13. Marco Bosco – Sol Da Manha
14. Maria Rita – Cantico Brasileiro No. 3 (Kamaiura)
15. Marco Bosco – Madeira II
16. Priscilla Ermel – Corpo Do Vento
17. Luhli E Lucina – E Foi

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Quinta-feira, 16 Fevereiro, 2017

PHILLIP FRASER / ENG. JAMMYS & BOBBY DIGITAL Push Push 7″

€ 9,50 7″ Dub Store

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Conversa sobre competição e abuso. “Don’t you let them use you, then they’ll want to abuse you.” Por cima de um ritmo seco, clássico digital de Prince Jammy mas feito, aparentemente, em cima de um original (?) de Yabby You. Marcha sincopada, bem sintética, com explosões dub nas traseiras que nunca sufocam a clareza da batida, acompanhada por grande linha de baixo também sintetizada, facilmente a passar para ácido. A voz de King Everal passa despercebida nos créditos, erradamente atribuída a Phillip Fraser.


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Quarta-feira, 15 Fevereiro, 2017

EARDRUM Deadbeat 12″

€ 4,00 12″ Leaf (DOCK 27)

Exemplares originais de 2001 / Original 2001 release. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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Uma mão no baú sai com alguns exemplares de um maxi que havíamos esquecido, injustamente. Num tempo em que a editora Leaf construía um catálogo vanguardista dentro do esquema da música popular (de rock a drum & bass), “Deadbeat” é uma afirmação tribal que colava bem com a fina exploração da ciência rítmica a que os anos 90 assistiram. Richard Olatunde Baker e Lou Ciccotelli desdobravam-se em percussões – Ciccotelli, em particular, já com um passado riquíssimo enquanto baterista de colectivos influentes na cena industrial e de rock extremo como God e Ice (em ambos com Justin Broadrick e Kevin Martin / The Bug, entre outros), Slab! e também com passagem pelos Laika e Pram. Manobras sérias, circulares, de ritmo, que hoje nos fazem lembrar General Ludd mas, em 2001, não existia comparação tão à mão.


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Quinta-feira, 9 Fevereiro, 2017

JOACHIM NORDWALL The Ideal Black LP

€ 15,50 LP iDEAL Recordings

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O título é esclarecedor. Segundo o próprio Nordwall “The Ideal Black” é uma referência a um local em que gosta de estar, de se acomodar. Há algo de intenso neste seu último disco, não é um disco de escuridão, mas um disco que ofusca a escuridão com ela. Fisicamente intenso, “The Ideal Black” aproveitou as frequências e ressonâncias do espaço onde gravou (equipado com uma série de amps) para fazer transcender a própria ideia de espaço e, por associação, de isolamento. Porque o estúdio pode ser um local de isolamento. Isso não carrega nada de negativo neste caso, este é um disco que ataca a espinha e cria espasmos. O som é projectado com fisicalidade, sem preparação para o ouvinte. A repetição afina a ideia do espaço envolvente, ou seja, sente-se o som a ser projectado no estúdio, a misturar-se, envolver-se, transformar-se. É uma entidade viva, estranhamente viva, como não ouvíamos há muito tempo. É um wall of sound condensado, Nordwall constrói batimentos cardíacos que se tornam mais presentes nos nossos ouvidos do que os do próprio coração. Enorme surpresa. Maravilha! Limitado a 300 cópias.

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Quinta-feira, 9 Fevereiro, 2017

V/A Weightless Volume 2 12″

€ 10,50 12″ Different Circles

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Raramente destacamos o trabalho da editora dirigida por Mumdance & Logos (Different Circles), mas aos poucos tem-se tornado uma instituição na destruição, assimilação e redireccionamento de alguns géneros batidos neste século: grime, noise, industrial, até música ambiente. Este segundo volume de “Weightless” é quase um sampler para a atitude da editora. Seis temas enfiados num 12” que desrespeitam qualquer ordem e lógica deste tipo de lançamentos: é impressionante como se viaja do ambient para noise puro de um tema para o outro. Os temas mais noise (por exemplo o de FiS), acontecem numa dinâmica de música que já viajou muito e que não consegue enfiar os neurónios apenas no lado mais físico do noise. É uma compilação-retrato de uma editora que desafia o lado mais conveniente da catalogação por géneros. E acaba por ser crucial em 2017. Excelente.

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Mumdance & Logos – “Cafe Del Mar” (4:19)
Shapednoise – “Deep Core Consciousness” (3:53)
Yamaneko – “Shadow Temple Early” (3:01)
FIS – “Angels Of The Water Tribe” (3:25)
Inkke – “Pioneer” (3:16)
Sharp Veins – “Already Bones” (3:20)

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Quinta-feira, 9 Fevereiro, 2017

GÁBOR LÁZÁR Crisis Of Representation CD / LP

€ 12,50 CD Shelter Press

€ 18,50 LP Shelter Press

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Um tipo de som e ponto final. Gábor Lázár faz lock na escolha da matéria prima e parte para a manipulação de todos os ângulos possíveis. Semelhante ao que nos recordamos de Autechre, no seu mais abstracto, e também de SND, embora os ângulos, nesse caso, tendessem a ser suaves, apesar de os ritmos saltarem de forma igualmente desgovernada. “Crisis Of Representation”, feito a partir de gravações realizadas ao longo dos últimos 6 anos, adensa a questão e joga com a economia de recursos para um máximo de impacto sónico e também intelectual. Um daqueles casos em que os críticos terão razão em dizer “isto é tudo igual” para logo a seguir se entender que é aí que reside a força deste caos hipnótico. Para poucos, talvez, mas, tal como em Florian Hecker, aqui temos uma real fantasia de como poderá ser a música popular num futuro longínquo, ricamente imaginado.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

YOU SPEAK WHAT I FEEL My Good Friends Tell Me That 12″

€ 11,95 12″ (1-sided) Boomkat Editions

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Não se trata bem de um reencontro, antes de uma recuperação. Terre Thaemlitz (Sprinkles) e Mat Steel + Mark Fell (juntos são SND) gravaram para a influente Mille Plateaux na segunda metade dos anos 90, cada um, à sua maneira, subvertendo noções de ritmo, tempo e espaço na música electrónica. “My Good Friends Tell Me That”, gravado em 2002, resulta da convergência de interesses de Thaemlitz, por um lado, e SND, por outro, na pureza do som house. Este é um pedaço cristalino, limpo, de house com os elementos mínimos a fazer brilhar o todo. Não se pode, no entanto, falar de house minimal, precisamente o que estava a acontecer nesses anos e que reduzia o bounce próprio do género a uma linha horizontal pouco entusiasmante. O som, aqui, é bem mais terrestre e reduzido (no sentido de procura de ingenuidade e não de sofisticação minimalista), reflectindo não apenas a comunhão entre os produtores envolvidos mas, mais a fundo, a comunhão que a cena house, numa primeira instância, veio possibilitar entre quem dançava.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

NATE YOUNG Regression LP

€ 18,95 LP iDEAL Recordings

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Peguemos no título por uns momentos: regressão. O que significa e o que representa nesta série de Nate Young. Depois de ter estoirado o mundo com os Wolf Eyes, Young trouxe à sua carreira a solo uma série (“Regression”) que fazia regredir o estado do noise daquela actualidade. O primeiro volume, editado agora pela primeira vez em vinil, data de 2009 e deu início a uma exploração de som que perseguia, em parte, as origens do noise: o lado industrial mas também a electrónica mais acústica, física. Foi uma regressão, Young deixou de se apoiar nas massas de som, no tráfego constante de ruídos, para construir uma electrónica altamente estilizada e que mostrava as bases sem voltar a elas: era, portanto, algo novo. Todos os volumes da série, e as espécies de spin-offs que existem à sua volta, são documentos essenciais para perceber a música electrónica da última década. Este primeiro “Regression” é um portento, pela forma como transforma sons e quebra uma série de fronteiras. Ouvido hoje, quase dez anos depois, soa melhor do que nunca: não envelheceu, aliás, parece mais actual e oportuno. E é uma edição em vinil abençoada com o carimbo da Dubplates.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

FOXYGEN Hang CD

€ 15,95 CD Jagjaguwar

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“Hang” é o quarto disco dos Foxygen. Cheira a Califórnia e é um disco que se oferece às suas influências de peito cheio. Ouve-se T. Rex, Scott Walker e, por outras vias, Divine Comedy. A confusão por vezes é fácil (“Avalon” poderia estar em “Futuristic Dragon” dos T. Rex) e é parte do encanto dos Foxygen. Ao longo de oito temas há tremenda festividade, mesmo quando toca na melancolia fá-lo de forma alegre e quando as influências são demasiado directas, isso não distrai. “Hang” não fica pendurado nas referências, salta-as com facilidade, por vezes dentro da própria canção, e mistura o natal (vem atrasado, mas é verdade) com a Califórnia dos 1970 sem tropeçar. Contagiante.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

CRISTIAN VOGEL The Assistenz CD

€ 12,50 CD Shitkatapult

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O mundo conceptual de Cristian Vogel não é fácil de assimilar. Soa cada vez mais embrenhado na exposição correcta do som, do ponto de vista técnico, procurando mapear através dos álbuns que vai estruturando (este é o terceiro para a Shitkatapult) uma evolução na sua própria relação com o som e a respectiva produção. “The Assistenz” não tem uma categoria estanque mas assenta numa construção dub bastante evidente. A partir daí, do espaço garantido desde logo, os sons passam a contar histórias e não é descabido encontrar semelhanças com o apuro de Monolake. Há um peso e um manto cinzento que repelem a pista de dança, mas o álbum até é referido como um certo regresso de Vogel ao formato “club”. A perspectiva de quem escuta equivale sempre ao veredicto final.

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Quarta-feira, 8 Fevereiro, 2017

PATRICK COWLEY & CANDIDA ROYALLE Candida Cosmica MLP

€ 18,95 MLP Dark Entries

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O arquivo de Patrick Cowley em vias, talvez, de se tornar comparável ao de Arthur Russell, é alvo de nova recolha. Música concebida para teatro experimental, nos idos de 70s, junto com as tonalidades vocais de Candida royalle, realizadora, produtora, atriz porno, feminista e tantas outras coisas. Cowley parece explorar ainda as possibilidades da electrónica com que trabalhava, soando espacial e cósmico, cheio de grão (ou, pelo menos, assim sobreviveram as gravações) como nos recordamos de Delia Derbyshire e outros nomes ligados à BBC Radiophonic Workshop, a BAsic Channel da electrónica exploratória dos 60s e 70s. Disco muito voraz na atenção que nos pede, se queremos seguir o trilho em espiral pelo desconhecido. “Do You Wanna Funk?” estava ainda bem distante.

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Terça-feira, 7 Fevereiro, 2017

THEO PARRISH / DUMINIE DEPORRES / WAAJEED Gentrified Love Pt. 2 12″

€ 14,50 12″ Sound Signature

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Brisa intemporal a soprar nos grooves expostos por Theo Parrish, Duminie Deporres e Waajeed, com seta apontada ao funk quebrado que sai do jazz de fusão em direcção a um outro futuro. Bom, a segunda faixa chama-se “Leave The Funk To Us”. Ouve-se aqui toda a sofisticação que Theo P vem praticando à medida que alarga cada vez mais a noção de house enquanto género descendente de outras nobres tradições musicais.


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Terça-feira, 7 Fevereiro, 2017

V/A Antologia De Musica Atípica Portuguesa LP

€ 16,95 LP Discrepant

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Nem os nomes são habituais no universo que nos toca nem as inspirações originais são acessíveis a todos, mas a linha condutora deste primeiro volume – “O Trabalho” – gerou música nas margens, já que o termo Atípica só se justifica por oposição a Típica, Tradicional. Entre gravações de campo, resquícios de originais, filtragem pesada, clones irreconhecíveis (“Laurindinha” de Tiago Morais Morgado), “Sede E Morte” (Filipe Felizardo, com a voz mesmo ali à beira de acontecer), Calhau! e a sua cena gutural (sem trocadilhos, desta vez), narrativas mais naturais (“A Maria Cavaca”, de Peter Forest), reconstrói-se uma ideia de identidade, geralmente com atenção a uma certa melancolia que, já se sabe, é característica do ser português, mesmo num cenário de acção como são as canções de trabalho. Hauntology nacional.

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Live Low – “Antiplot” (2:31)
Negra Branca – “O Espatelar Do Linho” (5:31)
EITR – “Cicuta” (5:53)
Luar Domatrix – “Bocadinho De Alentejo” (3:47)
Gonzo – “Agora Baixou O Sol” (4:38)
Tiago Morais Morgado – “Laurindinha” (1:09)
Filipe Felizardo – “Sede E Morte” (5:53)
Gonzo & Luar Domatrix – “Ja La Gritam No Calvario” (1:54)
Calhau! – “Pecunibal” (4:02)
Peter Forest – “A Maria Cavaca” (7:44)

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Sexta-feira, 3 Fevereiro, 2017

TORNADO WALLACE Lonely Planet CD / LP

€ 12,50 CD Running Back

€ 19,50 LP Running Back

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Segue vibrante, a história de música australiana relevante nos tempos que vivemos. Entre Melbourne e Berlim, “Lonely Planet” pode ser o guia, como o título sugere, que indica alguns locais pitorescos e tranquilos para a cabeça descansar. O álbum inventa coordenadas e preenche-as com música figurativa, as narrativas elaboradas para nós as vivermos em imaginação. Supremo poder ao pôr-do-Sol, mais resguardado durante o dia e no pleno da noite, “Lonely Planet” representa a boa saúde de uma cena musical sem nome definido mas que é, certamente, bem pós-Lindstrom & Prins Thomas, talvez ainda a grande referência dessa cena, com o seu primeiro álbum de 2005. Ecos, harmonias universais, tiques progressivos. Rockar, lentamente, até o primeiro sonho se manifestar

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Sexta-feira, 3 Fevereiro, 2017

THE NECKS Unfold 2LP

€ 23,50 2LP Ideological Organ

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A música, como território, tem também limites que percebemos e zonas para lá das quais é difícil adivinhar o que se encontra. Na confluência entre electrónica e free jazz, enfrentada com capacidade de improvisação (e os Necks exercem-na superiormente há três décadas), ficam acessíveis sensações tridimensionais difíceis de descrever em texto. A extraordinária riqueza textural das quatro composições longas que formam “Unfold” preenche praticamente todos os recantos onde pudessemos sentir um qualquer vazio, e o facto de o álbum estar assim fragmentado em quatro partes (os quatro lados de vinil) é encarado pela banda como “um horizonte mais compacto”, oferecendo-se a um trabalho que necessariamente contempla essa finitude mais chegada, ao invés da extensão superior a 30 minutos e por vezes superior a uma hora que o formato CD permite. Contextos diferentes, trabalho diferente, e se o todo é imprevisível, nota-se total percepção de cada passo. Masterizado por Rashad Becker. Magnífico.

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Quarta-feira, 1 Fevereiro, 2017

WILLIAM BASINSKI A Shadow In Time CD / LP

€ 14,50 CD 2062 / Temporary Residence

€ 27,50 LP Temporary Residence

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“A Shadow In Time” reúne duas novas peças que William Basinski desenvolveu ao longo dos últimos dois anos. Ambas exploram o tema da morte e há, como é recorrente no seu trabalho, a sensação disso a passar, da decadência, do desgaste, de algo a viajar. “For David Robert Jones” menciona David Bowie e foi uma encomenda da galeria Volume de Los Angeles semanas após a morte de Bowie. Reaproveita uma série de loops seus do passado e constrói uma peça densa, intensa e com um enorme sentimento de volume. É volumosa, portanto. Ouvida bem alta é algo que toma conta do mundo. “A Shadow In Time” é dedicada a um amigo que se suicidou e foi algo em que trabalhou nos últimos anos (e foi apresentada pela primeira vez em Londres, há cerca de um ano). Aqui o recurso é o seu sintetizador Voyetra 8, utilizado no passado em “Watermusic”. É uma composição onde a ideia de princípio meio e fim está mais presente. Começa como algo a fluir, como um rio que vai levando de minuto a minuto novos sons, até um acumular mais grave e pesaroso que se pode encontrar na segunda metade da peça. Apesar de existir alguma relação com algum trabalho antigo seu, em “A Shadow In Time” há mais um sentimento de acumular do que desintegração. O refinamento é o mesmo de sempre, mas a cada novo trabalho de Basinski há um acumular imensurável da sua história, memória e existência. E isso ouve-se e sente-se com uma satisfação imensa – mesmo no pesar – como só ele nos faz sentir.

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Quarta-feira, 1 Fevereiro, 2017

REVANCHE Music Man LP

€ 5,00 LP Atlantic (ATL50639)

Exemplares originais da prensagem alemã de 1979 / Original 1979 German pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

€ 5,00 LP Goody Music (GOM30005)

Exemplares originais da prensagem italiana de 1979 / Original 1979 Italian pressing. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.


OUVIR / LISTEN:
You Get High In N.Y.C.
Revange
Music Man
1979 (It’s Dancing Time)

A propósito dos dois EPs da Local Kaffee dedicados a clássicos de Beppe Loda (assim se diz), cujo volume 1 inclui Revanche, comentário breve sobre “Music Man”, exemplar bem formado de Disco electrónico, italiano, hi-NRG. Mauro Malavasi também produziu “I’m A Man” (Macho, via Chicago) e o som é reconhecível, a espaços, no groove electrónico e baixo rolante. Straight Disco, nenhum malabarismo estranho mas bons breaks para ouvir na pista. É preciso saber esperar. Hey DJ.

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Quarta-feira, 1 Fevereiro, 2017

VAKULA A 12″

€ 10,50 12″ Bandura

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Vakula é imprevisível e tudo ajuda a realizar a sua visão artística. Em “A” explora a clássica ciência dub associada ao techno e, no processo, acrescenta linhas ao já vasto livro do estilo. Começa como disco ambiental (palavra com A) e termina com “Assertiveness”, um exercício rítmico que regressa a um tempo synth / wave à volta de 1980. Onde se nota a contemporaneidade é sobretudo na pulsação grave, que não chega a ser linha de baixo. “Agglomeration” afunda a batida como a Chain Reaction, abre assim grandes espaços, e tem tanto de Pole como de Sleeparchive; “Apperception” segue, à letra, o manual, acrescentando talvez uma aspiração cósmica mais vincada. Vakula sem gravidade, na direcção soprada por ele próprio.

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Segunda-feira, 30 Janeiro, 2017

NIAGARA 37 12″

€ 10,50 12″ Ascender

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Sempre algo desconfortável, nos Niagara, que rapidamente nos prova que estão certos ao produzir assim, com aqueles sons, aquela cena nervosa e repetitiva, mangas arregaçadas e mãos bem activas nos controles. Puxa vibes antigas mas é só porque as máquinas já existiam. As ideias de Niagara são frescas e em 2016 entraram finalmente numa muito necessária velocidade de cruzeiro com solidificação no catálogo da Príncipe e editora própria (Ascender) a permitir soltar muita música que estava guardada. “37″ tem estilo sem qualquer esforço adicional, inclui quatro sons vanguardistas para deixar orgulhoso o português que há em nós. A pesquisa continua e, se não for para dançar, é para alimentar. Grande.

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Quinta-feira, 26 Janeiro, 2017

V/A / KHMER ROUGE SURVIVORS (Cambodia) They Will Kill You, If You Cry CD / LP

€ 12,50 CD Glitterbeat

€ 16,50 LP Glitterbeat

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Música muito vivida e, nessa vida muito sofrida, um testemunho sobre um período terrível na história do Cambodja, sob o regime dos khmers vermelhos. Ian Brennan, que viajou até ao país para gravar estas canções excepcionais, explica muito melhor do que conseguiríamos, afirmando que existe “uma desconexão lógica inerente entre os ocidentais que defendem que uma cultura como a do Cambodja, que fala numa linguagem tonal – na qual o significado de muitas palavras iguais depende do tom no qual são proferidas – não é musical por natureza.” ouvir este álbum é, por si só, uma deslocação radical de ambiente, mas somos sempre apanhados na extrema humanidade das emoções aqui veiculadas e no minimalismo e, até, extrema economia de instrumentos musicais. Magnífico compasso de palmas em (tradução) “The Path You Should Take”. Quem sobreviveu ao holocausto orquestrado por Pol Pot conta histórias assim, canta assim, e contribui para um outro tipo de aquecimento global, que nos junta a toda a gente. Intenso.

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01. Phnom Domrey Trom (“Where the Elephants Go to Die”) Rab Ban, Mon Hai
02. Pjanch Meah (“Defeat the Giant”) Soun San
03. Aasojet Anet Mai (“Have Mercy on My Mother”) Keut Ran
04. Orano (“I Hate My Husband that Drinks”) Rab Ban
05. Jivit Rongkroh Proh Songkream (“My Life as a Victim of War”) Thuch Savang
06. Kontriev Doeung Kon Mai (“All Children Must Show Gratitude to their Mother”) Kong Nai
07. Prolop Phkaypreat (“Evening Stars are the Masters”)Mon Hai
08. Kamara Rongkaam (“Nation in Grief”) Kong Nai
09. Ao Sat Sarika (“Where Has My Husband Gone?”) Prom Chantol, Ouch Savy
10. Boonchnam Kamkosal (“My Grief Begins”) Kong Nai
11. Pineak Doeulang Knong Soun (“Walk in the Garden”) Keut Rann
12. Phleuv Dail Treuv Deu (“The Path You Should Take”) Soun San
13. Bong Euy Sdaap Pkor (“Hear the Thunder”) Thorn Seyma, Arn Chorn Pond
14. Preh Kon Euypok (“A Father’s Honor”) Soun San

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