Quarta-feira, 21 Fevereiro, 2018

HIEROGLYPHIC BEING The Red Notes CD / 2LP

€ 17,95 CD Soul Jazz

€ 27,95 2LP Soul Jazz

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A nossa paixão pela música de Jamal Moss remonta a 2005 mas temos de dizer que, na sua vasta discografia até ao momento, este é O Álbum. Compromisso (ainda assim extraterrestre) entre o som de terra que lhe é característico e uma definição invulgar na sua produção geralmente menos acessível aos ouvidos. “The Red Notes” remete para a Blue Note, é o próprio Jamal Moss a anunciar, e assim ouvimos como no século XXI o jazz se intersecciona com house e a força rítmica essencial originária de África. A batida fornece um esqueleto importante em faixas como “The Emotional Listener” ou “The Tone Bather” mas não é de todo o elemento que define a música neste álbum. A fusão entre instrumentos acústicos e equipamento electrónico ascende a um nível raro de naturalidade. Hieroglyphic Being segura o seu posto no Panteão.

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Quarta-feira, 21 Fevereiro, 2018

BONGA Angola 72 LP

€ 19,95 LP (2018 reissue) Lusáfrica

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Angola 72

Verdadeiramente um álbum de soul, com instrumentação simples (guitarras acústicas, baixo e percussão) e a característica voz rouca de Bonga em união para a sedução das almas. Num período (ainda) de perseguição política em Portugal, o músico foi forçado ao exílio. Foi em Roterdão que gravou este álbum, cujo conteúdo considerado subversivo motivou um mandado de captura emitido em Angola (ainda sob jurisdição portuguesa). A canção de protesto ganhava força em Portugal, mas o espírito e a necessidade de revolta chegavam a todas as regiões ainda debaixo do regime. O exílio, a perseguição política, geravam na música um misto de enorme fidelidade às raízes, saudade e protesto. “Angola 72″ será para sempre um documento de tempos difíceis e errados, sim, mas também da implantação de uma sensibilidade africana na música feita em Portugal e da sua – em perspectiva, inevitável – importância na união de mentes e enriquecimento do património.

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Quarta-feira, 21 Fevereiro, 2018

BONGA Angola 74 LP

€ 19,95 LP (2018 reissue) Lusáfrica

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Angola 74

“Kamin Longe”, uma canção tradicional mais tarde popularizada por Cesária Évora como “Sodade”, é a primeira faixa no lado B deste álbum. Bate pela familiaridade, claro, mas impossível ignorar a entrega de Bonga enquanto voz de uma diáspora já então longa no tempo. O tom triste das músicas mais emotivas é equilibrado por canções mais assertivas no ritmo e arranjos – o saxofonista guineense Jo Maka é decisivo para que se possa dizer que “Roots” é um misto de Brasil, Afrobeat e jazz. Groove intenso, nesta música, com o incrível e solto dedilhar na guitarra acústica a servir como voz principal até o sax tomar conta. Intensidade retomada mais à frente em “Ai-Ué Mama” (a segunda metade é bem fogosa), antes do encerramento do álbum em total modo tropical: “Kinga Kueta” mostra os caminhos por entre a selva.

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Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

NICO MUHLY & TEITUR Confessions CD Nonesuch

€ 6,50 CD Nonesuch

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“Confessions” é um disco que explora as possibilidades do som de Nico Muhly e torna as suas composições numa espécie de livro aberto para a intimidade dos novos média. Primeira colaboração entre Nico Muhly e o vocalista Teitur, “Confessions” é uma fantasia pop misturada com o fantástico classicismo de Muhly. A voz de Teitur por cima daquelas secções de cordas aproximam isto tudo de um álbum espumado de Sufjan Stevens, contido para não chegar ao fim do mundo. A voz de Teitur arruma por vezes o lado mais barroco dos arranjos de Muhly e dá uma singularidade às canções, entre o onírico e uma espécie de pop dramática saudosista de uns certos anos 1980. O tempo passa e “Confessions” vai abençoando em cada tema. Era assim em 2016, é assim agora, com um preço especial.

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Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

NATURE BOY Ruff Disco Volume One 2LP Frame Of Mind

€ 18,95 2LP (2017 reissue) Frame Of Mind

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1992, trip hop a começar a bater e há uma fusão de sons que extravasam géneros que começam a tocar na pop. DJ Nature/Milo Johnson esteve na fundação do The Wild Bunch/Massive Attack na década de 1980 em Bristol e no início da década de 1990 edita este “Ruff Disco Volume One” enquanto Nature Boy, um álbum que funde diversas casas do house e introduz a velocidade do disco inflamada com cadências de dub/reggae. Mais de meio século depois, a editora Frame Of Mind, projecto novo de Gerd, reedita esta preciosidade e torna-a disponível para o mundo: ouvido hoje, “Ruff Disco Volume One”, é tão clássico como “Blue Lines” dos Massive Attack. O tempo não passou por aqui. Isto é o presente e soa tão cheio, rico e inspirado como em 1992. Theo Parrish Omar-S, Kyle Hall e Jamal Moss passaram por aqui para chegarem onde estão hoje. E Jamie XX e Four Tet também. Ruffness no sítio certo.

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Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

SUFJAN STEVENS The Greatest Gift Mixtape – Outtakes, Remixes & Demos From Carrie & Lowell LP Asthmatic Kitty

€ 22,50 LP Asthmatic Kitty

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Pela experiência com “The Avalanche”, o álbum que compilava os lados Bs, ou restos, de “Illinois”, sabemos que de Sufjan Stevens um álbum de sobras é muito mais do que isso. É um processo de redescoberta, do encontro de novas canções através de pedaços de coisas que já existem. Ou, melhor, descobrir – mesmo – algo novo. É esse o efeito de “The Greatest Gift”, álbum emparelhado com “Carrie & Lowell”, por essa causa-efeito de demos, outtakes e tantas coisas mais. Sobras? Não. O que é fascinante em entrar neste lado de Stevens é descobrir os mundos que cabem enquanto grava um disco. Entramos na estrada com ele, percebemos para onde o caminho diverge e encontramos nestas canções paralelas um outro disco, que só é menor pela sua história, não pelo seu som. E ficamos sem resposta para o que vai na cabeça de Stevens, de como consegue isto. Não é hiperactividade. Será feitio? É qualquer coisa de bom. E só nos dá os melhores presentes.

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Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

PRIMITIVE WORLD White On White LP Ecstatic

€ 19,95 LP Ecstatic

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Máquinas a bater no espaço, ritmos inconformados e movimentações de espaço 2D para 3D com uma precisão magnífica. “White On White” é um álbum de movimentos precisos, onde os sintetizadores criam padrões rítmicos e incomuns e estranhamente viciantes. Este álbum de Primitive World parece uma estrutura de ferro que está constantemente a ser moldada aos nossos ouvidos, um trabalho sempre em progresso, ou movimento, mas preciso e vigoroso. No fundo, há algo aqui de Futurismo, os sons indicam um fascínio pela máquina, pela velocidade, pela industrialização: a rapidez das coisas. E lança eficazmente a questão: será que a música acompanha essa rapidez das coisas? A resposta não é dada e o lado orgânico dos beats – quase como se a máquina se tornasse humana – tornam a pergunta mais misteriosa e, claro, fascinante. Porque “White On White” fala de música de arquivo, dos sons de library e da música contemporânea com uma propriedade que não sentíamos desde os “Black Mill Tapes” de Pye Corner Audio. E também sentimos o caos organizado dos Hype Williams (talvez mais via Inga Copeland) e o techno rebarbado dos Black Dice. “White On White” não é um disco. É uma máquina de precisão. Um exercício de poder. Obrigatório.

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Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

CV & JAB Zin Taylor’s Thoughts Of A Dot As It Travels A Surface LP Shelter Press

€ 21,50 LP Shelter Press

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À semelhança da compilação “Mono No Aware”, “Zin Taylor’s Thoughts of a Dot as it Travels a Surface” de CV & JAB (Christina Vantzou e John Also Bennett) é uma experiência intencional e desafiante em volta da música ambiente. Aqui, contudo, a música evita a narração de uma história, qualquer coisa de embalar, e brinca com harmonias e sensações, embala o ouvinte para um espaço cativante e sonicamente único. Pode-se sentir a sensação de se estar dentro de um filme de Lynch, sim, mas mais valioso do que isso é a entrada de um universo que aconchega o ouvinte e o acorrenta a um romantismo que parece já não existir na música electrónica. E, mesmo que exista, CV & JAB convencem-nos do contrário. No fundo, é a paixão e o trabalho que sentimos quando ouvimos os trabalhos de Chris & Cosey, o encosto a uma nova dimensão e a redução de todos os filtros a zero. É música nova, onde um piano é uma casa vazia e uma flauta um som de desespero. Abstracto, alegórico e cor de cristal. Um diamante.

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Segunda-feira, 19 Fevereiro, 2018

RICHARD PINHAS Rhizosphere LP

€ 17,50 LP (2018 reissue) Bureau B

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No final do arco de carreira de Heldon, Richard Pinhas inaugurava a sua discografia a solo, em 1977. “Rhizosphere” explora os confins de um sintetizador Moog modular enquanto, através do seu título, sugere um espelho da extrema riqueza do imediato subsolo terrestre, onde se cruzam vidas e se decide quimicamente o destino de organismos vivos. Pinhas acreditava que não eram necessárias novas técnicas mas sim novos sons e parte então em busca de novos paradigmas. Os 18 minutos da faixa-título regressam momentaneamente a um ou outro ponto de contacto com o Prog, mas soa claramente a trampolim para outras paragens, essas sim melhor definidas no lado A, especialmente na suspensão mágica de 5 minutos em “A Piece For Duncan”.

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Sexta-feira, 16 Fevereiro, 2018

FRANK BRETSCHNEIDER Lunik CD

€ 12,95 CD Shitkatapult

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“Lunik” mantém o poder de alta definição a que Bretschneider habituou os ouvintes, na sua longa carreira por editoras conotadas com a vanguarda electrónica como a Mille Plateaux e a raster-noton. “Komet”, em 2011, pareceu ter encerrado o percurso do seu alter-ego com o memso nome, e foi o primeiro álbum para a Shitkatapult. A intensa grelha visual em cores fortes, na capa de “Lunik” é repartida em 11 faixas de technicolor sónico e, se os títulos a terminarem todos em K recordam o mesmo sistema que Plastikman usava, a música não se dirige à pista de dança excepto no improvável (em Bretschneider) groove de orgão em “Sputnik”. São composições por vezes em dub, pausadas, ricas na panorâmica sintética, neutras pelo facto de não se integrarem em nenhuma categoria concreta. “Motorik” não chega a ser kraut, é uma espécie de menção de um género que certamente terá influenciado o músico nos seus anos formativos. Muita atenção.

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Quarta-feira, 14 Fevereiro, 2018

SNAKEFINGER Chewing Hides The Sound CD Klanggalerie

€ 15,50 (preço de pré-encomenda) CD (2016 reissue) Klanggalerie

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Chewing Hides The Sound

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Praticamente um álbum de Residents, cuja autoria conjunta surge na maioria das canções do álbum. No entanto, a abertura pertence a “The Model” dos Kraftwerk, passada por harmonias-Residents e a voz de Snakefinger, tão desapaixonada como Ralf & Florian e com incrível entoação pós-punk como Tuxedomoon. Aparentemente terá sido a primeira versão editada de “The Model”. O estilo pomposo dos Residents é indisfarçável em “Kill The Great Raven”, mas o non sense, as pontuações rock de guitarra, as cores electrónicas como BBC Radiophonic Workshop ao serviço de um deus da guitarra, tudo é demasiado único para não ser levado a sério. Dito isto, o humor sarcástico é uma das características mais óbvias nesta música (como na dos Residents), e isso criou um género pelo menos desde Zappa. E, claro, dos próprios Residents, bem lá atrás no tempo. Iconoclasta, esforçado na sua diferença, a alargar claramente as vistas do rock, “Chewing Hides the Sound” entra pela casa como aquele convidado inconveniente que, depois de sair, deixa saudades porque simplesmente mudou toda a dinâmica que conhecíamos.

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Quarta-feira, 14 Fevereiro, 2018

NO AGE Snares Like A Haircut CD / LP

€ 12,50 CD Drag City

€ 17,95 LP Drag City

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Já foram a utopia punk-rock quando se lamentava o desaparecimento do noise-rock do início do século em meados da década passada. Primeiro álbum em quatro anos e estreia na Drag City, os No Age regressam à melhor atitude de Los Angeles que haviam abandonado em “Nouns”, já num longínquo 2008. Dez anos passaram e precisávamos de uma brisa tão frenética e exuberante como este “Snares Like A Haircut”. Um regresso fulgurante com o discernimento melódico-pop que existia nos seus melhores momentos. Por esta não esperávamos.

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Quarta-feira, 14 Fevereiro, 2018

HYPNOBEAT Prototech 2LP

€ 26,50 2LP Dark Entries

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Algumas teorias sobrepõem-se, aqui. “Prototech” é obviamente referência a um embrião de techno, a composição rúnica das letras na capa remete para sistemas ancestrais e a pintura rupestre repetida múltiplas vezes dispara ainda mais para trás. Peter Weiss: “nós inventámos o techno e ninguém deu por nada.” A verdade é que esta formação itinerante tinha no seu núcleo pelo menos dois nomes que acrescentaram boom à cena techno: Tobias Freund e Victor Sol. O próprio Weiss, como James Dean Brown, soltaria mais do seu funk na conhecida editora Perlon. O groove extremamente seco e metálico destas faixas evoca – em modo ácido – ambientes africanos. A comunhão do tambor era conseguida com uma espécie de orquestra de caixas-de-ritmo que, nestes anos de 1984 a 1986 rasgava terreno fora das pistas de dança. Mas “Moonjump”, por exemplo, editada em cassete em 84, prefigura muito do som que oscilaria entre techno e electro antes que a década terminasse. Material verdadeiramente clássico.

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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

FONDATION Les Cassettes 1980-1983 LP

€ 17,50 LP Bureau B

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A experimentação no início dos 80s criou um futuro maravilhoso. Ficção científica sonora que hoje, ainda ouvida, parece música vinda do futuro. No início da década o duo francês composto por Ivan Coaquette e Anannka Raghel lançaram três cassetes de música utópica que hoje ouve-se como uma maravilha ainda deslocada de qualquer espaço ou tempo. Se Pauline Anna Stromm trouxe os seus oceanos há uns meses, agora encontramos uma outra galáxia povoada pelos Fondation. Pela primeira vez em vinil e com urgência em serem descobertos. Maravilhoso.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

BRIAN ENO Taking Tiger Mountain (By Strategy) CD / 2LP

€ 8,95 CD (Original Masters Series) Virgin / EMI

€ 33,50 2LP Virgin (2017 Remaster)

Continuação directa de “Here Come The Warm Jets”, mais escuro e menos festivo, onde Eno continua a explorar e a desenvolver a sua ideia de canção pop, aqui já a mostrar sinais de mutação para outra coisa qualquer.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

FRED VENTURA Future Unknown: The Lost House Trax 1988-1992 LP

€ 20,95 LP Mannequin

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Música quente, analógica, o trabalho de Fred Ventura em 1980 e 1990 explorou as raízes norte-americanas do house e do techno. “Future Unknown” compila temas desse período que nunca viram a luz do dia – e que não haviam sido masterizados até hoje – e que revelam o esqueleto do trabalho de Ventura de uma forma muito crua e hipnótica: com o recurso a um Roland Juno 106, Roland JP-8p, Oberheim DX, TR909 e um sampler Akai. Música que hoje, quase três décadas depois de ter sido feita, ainda soa como algo vindo do futuro. As frequências eram diferentes então.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

YASUAKI SHIMIZU Kakashi CD / LP

€ 17,95 CD (2017 reissue) Palto Flats / WRWTFWW

€ 23,95 LP (2017 reissue) Palto Flats / WRWTFWW

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“Kakashi” é um disco que cria e destrói a sua própria energia. Imensamente confuso consigo, criando e aventurando-se por géneros que na lógica da coisa não fazem muito sentido. Pode-se falar em ambient-jazz, em pop, em bandas-sonoras de anime, em rock e música experimental mas nada disso justifica o que acontece neste álbum de Yasuaki Shimizu. É uma novela de enredos, um novelo sem fim que só se compreende a si mesmo. Por vezes é nervoso, noutras histérico e emocionante, em algum momento há uma paz que consolide a magnífica orquestração de ideias que aqui concretiza. Tudo é calculado e explosivo. E quando acaba? Quer-se mais. Volta-se ao início. Porque não há outro álbum como “Kakashi”. Uma maravilha que é finalmente reeditada, graças à ligação Nova Iorque(PaltoFlats)-Geneva (WRWTFWW), que trouxe no ano passado “Through The Looking Glass” de Midori Takada.

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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

LES FILLES DE ILLIGHADAD Eghass Malan LP

€ 23,95 LP Sahel Sounds

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Os mantras circulares norte-africanos, entrelaçando percussão e guitarra, instalam-se na cabeça e corpo com enorme facilidade. A nossa procura de uma rota de equilíbrio conduz-nos a estas harmonias minimalistas, seguras e em simultâneo esvoaçantes, encimadas pela polifonia vocal das Filles e as palmas que marcam também o compasso. Música que sugere devoção, tocada e cantada em cerimónias mas também para aligeirar o recolhimento quando o tempo não está de feição. Marcha rítmica muito decidida, sem necessitar de grande protagonismo na mistura de som, dá a “Eghass Malan” um tom de caminhada, peregrinação, um bom abandono à sorte. Muito inspirador.

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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

MAX RICHTER Hostiles CD

€ 17,50 CD Deutsche Grammophon

Hábil em construir música para completar os nossos sonos e paraísos sonoros de música ambiente, Max Richter tem construído um perfil que o encaixa num dos mais completos compositores da contemporaneidade. Por isso, não é de estranhar que o apanhemos a construir bandas-sonoras, normalmente exercícios riquíssimos que completam a sua carreira fora destas andanças. A banda-sonora de “Hostiles” é uma paisagem coberta pelas tormentas e com a fluência da construção de um universo que subsista às imagens, com base em dimensões sonoras riquíssimas e multidimensionais. Obrigatório para quem adora o trabalho de Mica Levi em “Under The Skin” e “Jackie”.


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Segunda-feira, 12 Fevereiro, 2018

CONJOINT Earprints 2LP DDS

€ 23,95 2LP DDS

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EM BREVE / SOON

A afinação no mercado de reedições motiva recuperações de discos relativamente próximos de nós no tempo mas que, por motivos vários, passaram abaixo do radar na sua época. Editado na Source (de Move D ) no ano 2000, “Earprints” foi o segundo de três álbuns deste combo de jazz electrónico: David Moufang (Move D), o pianista Karl Berger (tocou, entre outros, com Don Cherry), Jamie Hodge (editou na Plus 8 de Richie Hawtin tão longe quanto 1993 e 1994) e o guitarrista Gunter Kraus. A eterna referência da banda que toca na cantina de Mos Eisley no primrieo “Star Wars” é válida para convocar a imagem de um jazz sideral, de elevador, que assume com naturalidade o seu papel de música de fundo enquanto se insinua com classe perante nós.

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