Quarta-feira, 29 Março, 2017

JEFF CHANG Can’t Stop Won’t Stop: A History of the Hip-Hop Generation LIVRO

€ 6,50 LIVRO Ebury Press

paperback, 560 páginas, 12,4 x 19,6 cm.

A cronologia começa em 1968, e Jeff Chang percorre-a com autoridade, para trás e para a frente, ao longo das mais de 500 páginas deste livro de referência quando se quer saber o que é e de onde vem o hip hop. Abordando questões políticas e sociais, de planeamento urbanístico (ou falta dele), guerras de gangs, um olho inevitável na Jamaica (Kool Herc, que também escreve a introdução, é jamaicano e oficialmente tido como momento zero na história da cultura hip hop), as batalhas de sound systems (Bambaataa e Flash, etc) e, de um modo geral, todas as ruas e avenidas por onde a cultura se disseminou e ganhou raízes que hoje reconhecemos como profundas, apesar de, na época, vários nomes fortes do meio musical acharem que rap era uma moda e não teria sustento. Isso é abordado por Tim Lawrence no seu livro “Life and Death on the New York Dance Floor, 1980-1983″, onde cita Jeff Chang e coloca, assim, “Can’t Stop Won’t Stop” num patamar de relevância mais elevado enquanto pilar bibliográfico da cena. O livro lê-se como um bom documentário repleto de entrevistas e imagens de época aqui obviamente substituídas por relatos firmes de como as coisas aconteceram. Tarefa para várias semanas, passando pelo arranque, a solidificação, as divisões estilísticas, os tumultos e intolerâncias (o caso Rodney King, por exemplo), resistência ao Poder, violência Leste-Oeste, bling e massificação. Documento.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sábado, 25 Março, 2017

JORGE LIMA BARRETO Neo Neon: Workstation Solos MCD

€ 5,95 MCD Plancton Music

OUVIR / LISTEN:
Equinox I
Solstice I
Equinox II
Solstice II I

Quatro peças que percorrem os solstícios e equinócios, gravadas no ano 2000. Jorge Lima Barreto com produção de Vitor Rua e remasterização de Rafael Toral para esta edição de 2003 na pouco activa mas sempre consequente Plancton. Se não é bem um disco de Telectu, reproduz com total clareza a estética minimalista derivada do jazz, enquanto se firma numa simplicidade exótica e atraente, como água pura a escorrer pela rocha. Os tons circulares e cristalinos da música parecem completar a ambiência das obras de Silvestre Pestana fotografadas para a capa. Maravilhoso e sem tempo, verdadeiramente.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 24 Março, 2017

V/A Lunar Landing CD

€ 6,50 CD Innovative Communication (IC2222-2)

Exemplares originais SELADOS da edição alemã de 1994 / Original 1994 German release. SEALED. Includes original “Apollo 11″ Eagle sew-on patch. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
SOFTWARE “Space Design”
MIND OVER MATTER “dawn”
SYMBIAN “The Art Of Skywatching”

Poucas editoras como a Innovative Communication (co-fundada por Klaus Schülze em 1978-79) sintetizam tão bem o sentimento futurista da década de 80. Arrancou a partir da música cósmica de final de 70s em direcção a território new Age, ao longo dos 80s e já para dentro da década seguinte. “Lunar Landing” comemora os 25 anos da chegada à Lua, oferecendo uma viagem segura, para quem sente amor pelo som digital bem forte e na fronteira do que muitos consideram aceitável em termos de gosto. Não há que recear esta música claramente ilustrativa do tema (Espaço) e que captura a clareza cristalina de tanta electrónica de época, quando a própria natureza do som ainda inventava o futuro. As faixas de música alternam com excertos das comunicações de rádio originais entre a missão Apollo 11 e o Centro de Operações na Terra, para intensificar a ligação ao tema. Exemplares de armazém ainda selados, incluíndo reprodução do emblema original da missão (ver capa), pronto para coser numa peça de roupa à escolha. The Eagle has landed.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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01–No Artist – O-Tone NASA: Launch Of Apollo 0:18
02–Symbian – The Ultimate Challenge 6:09
03–No Artist – O-Tone NASA: Trans-Lunar-Injection-Burn 0:06
04–Software – Space Design 7:26
05–No Artist – O-Tone NASA: Last Contact Before Passing Behind Moon 0:16
06–Patrick Kosmos – Sinking Islands 4:54
07–No Artist – O-Tone NASA: After Lunar Orbit Insertion From Behind Moon 0:15
08–Software – Syn-Code-A 6:09
09–No Artist – O-Tone NASA: Description Of Moon 0:20
10–Passe Simple – Ofond 2:23
11–No Artist – O-Tone NASA: Placing Eagle’s Low Point 0:14
12–George Bishop – Wings 6:45
13–No Artist – O-Tone NASA: Eagle Has Landed 0:16
14–Derring & Sakaide – The Wind Rose’s Secret 5:34
15–No Artist – O-Tone NASA: Description Of Tranquility Base From Eagle 0:19
16–Mind Over Matter – Dawn 5:49
17–No Artist – O-Tone NASA: Armstrong Sets Foot On Moon 0:04
18–Burkard Schmidl – Aries 4:47
19–No Artist – O-Tone NASA: One Small Step For Man… 0:11
20–Symbian – The Art Of Skywatching 4:55
21–No Artist – O-Tone NASA: Armstrong Reads Inscription On Eagle’s Leg 0:07
22–Software – Solar Winds 5:48
23–No Artist – O-Tone NASA: Phone Call With President Of The United States 1:18

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

DANIELE CIULLINI Domestic Exile: Collected Works 82-86 LP

€ 17,95 LP Ecstatic

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Not Waving visitou a Zé dos Bois nesta semana. Parte da relevância do seu trabalho nos últimos anos passa também pela sua editora Ecstatic e como tem dado a conhecer uma série de tesouros perdidos de décadas passadas, principalmente do campeonato italiano. Este “Domestic Exile – Collected Works 82-86” é uma das jóias da sua coroa, editado originalmente em 2015, tem agora direito a nova prensagem depois de ter estado esgotado praticamente desde a sua edição. Esta compilação de trabalhos de Daniele Ciullini é um feliz encontro entre techno, industrial, pop e dreamy pop. Os dezasseis temas – a maioria instrumentais – aqui presentes possuem a orgânica dos anos 1980 e ouvidos agora possuem também a orgânica do tempo. É impossível desligar do aspecto mais difícil da criação desses tempos, onde os recursos, um Roland TR 606 e um Boss DR-55 puxavam pela dinâmica criativa e enfrentavam as limitações da criação e o desejo de explorar algo novo, mesmo que esse território não fosse virgem noutro ponto do mundo. Essa inocência e indiferença serviram para criar ambientes únicos daquela época, que hoje são frescos, ainda inovadores e permitem criar pontes sólidas para o que se fez desde então. Um achado para tocar. Não é para ficar na prateleira a ganhar pó.

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

ECTOPLASM GIRLS New Feeling Come LP

€ 15,50 LP iDEAL

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Há algo de misterioso sempre a acontecer em “New Feeling Come”. E há também incerteza, a incerteza para onde nos leva, o que está a concretizar ou como irá concretizar. É um álbum de indefinições, de um certo esoterismo, com uma vontade enorme de esgotar a paciência do ouvinte. Parece coisa má, mas não é. No século XXI há pouco tempo para truques – há mesmo? – e o que Nadine e Tanya Byrne trabalham é um conjunto de regras que só elas sabem, que só elas controlam e que só elas querem dominar. Os ritmos são incertos, de género nem vale a pena falar, é música que se constrói de feitio, de emoção e de disposição. Por vezes é fantasmagórica, por vezes pop, por vezes parece uma cassete que se encontrou de Conrad Schnitlzer. É música ambiente sem ambiente e sem corpo. Por vezes parece vapor: consegue-se ver mas dissipa-se rapidamente. É belo, desconcertante, e foi um dos grandes discos do ano passado. Não leva com selo de reposição porque nos passou ao lado e só há umas semanas é que nos bateu forte e feio. A honestidade é bonita.

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

LENA D’ÁGUA Jardim Zoológico / Tao 12″

€ 16,95 12″ Strangelove

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EM BREVE / SOON

Como tem acontecido com frequência, algumas reedições não são bem a reprodução de discos originais, são antes uma espécie de disco ideal com as melhores faixas de discos diferentes. Nada de errado, quando o material o justifica. É o caso deste single inventado pela Strangelove, com “Jardim Zoológico” de 83 no lado A e “Tao” (1986) no lado B. Fácil perceber o que une estas duas canções, para além da mensagem ecológica / espiritual. A música exala um bom groove, dub e exotismo, tudo certo para os dias de hoje. Pop sentimental, longe da adrenalina de outros momentos de Lena D’Água. São faixas contemplativas, elegantes e híbridas num contexto português que, na época, até produziu alguns exemplos de miscigenação cultural com África e o Oriente, em especial. Bem sacado. Limitado a 500.

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

V/A Techno One And Two 2CD

€ 6,00 2CD Ten Records (DIXCD123)

Exemplares originais da edição inglesa de 1992 / Original 1992 UK release. Some signs of use. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
BLAKE BAXTER “Forever And A Day”
A TONGUE & D GROOVE “Feel Surreal”
JUAN ATKINS “Techno Music”
SHAKIR “Sequence 10″
REEL BY REEL “Aftermath”

A que parecia, já então, definitiva introdução ao techno de Detroit, reúne neste duplo CD os dois LPs que saíram em 1988 e 1990. Para além de Juan Atkins, Kevin Saunderson e Derrick May, também outros contemporâneos como Blake Baxter, Octave One, Eddie Fowlkes, etc, e alguns nomes então emergentes como era o caso, ainda, de Carl Craig, a gravar como Psyche. As fundações encontram-se todas aqui, para quem procura um compêndio conciso do que foi importante e, por algum motivo, não tem nenhum dos discos. Imprescindível e a um preço PARA VENDER. CD duplo com alguns sinais de manuseamento mas que deverá tocar sem quaisquer problemas.

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CD1:
01. Rythim Is Rythim “It Is What It Is” 02. Blake Baxter “Forever And A Day” 03. Eddie “Flashin” Fowlkes “Time To Express” 04. K.S. Experience “Electronic Dance” 05. Members Of The House “Share This House (Radio Mix)” 06. A Tongue & D Groove “Feel Surreal” 07. Mia Hesterley “Spark” 08. Juan “Techno Music” 09. Inner City “Big Fun” 10. Blake Baxter “Ride Em Boy” 11. Shakir “Sequence 10″ 12. Idol Making “Un, Deux, Trois”

CD2:
01. Area 10 “Love Takes Me Over” 02. Reel By Reel “Aftermath” 03. KGB “Stark” 04. MK “Mirror, Mirror” 05. Octave One Featuring Lisa Newberry “I Believe” 06. Infiniti “Techno Por Favor” 07. Psyche “Elements” 08. Vice “Ritual”

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

KLUSTER Zwei-Osterei CD

€ 12,00 CD Hypnotic / Cleopatra (CLP9737-2)

Exemplares SELADOS da reedição alemã de 1996 / 1996 German re-release. SEALED. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Part One
Part Two

O segundo disco dos Kluster, “Zwei-Osterei” (1971) segue a mesma montagem do primeiro álbum, “Klopfzeichen”, com a mesma formação (Moebius, Roedelius e Schnitzler + Plank como engenheiro de som), um dos lados com voz e outro sem voz. Ao contrário do primeiro disco, é no instrumental que “Zwei-Osterei” levanta vôo. É um exercício curioso ouvir a segunda parte e sentir como tanto do som industrial que tem saído nos últimos anos tenta esta genialidade mas falta-lhe aquela ingenuidade do pioneirismo e, claro, a rara capacidade para sacar um som vivo, mutante, circular, mas que ao mesmo tempo é algo inteiramente directo e, espanto, cósmico. Com o disco completo percorremos um universo austero comparável a “Stalker”, presos numa claustrofóbica marcha, sempre em progresso mas sempre ameaçados por algo invisível.
Exemplares selados da reedição em CD pela Hypnotic, em 1996. Pequeno furo promocional na parte de trás da caixa, por cima do código de barras. Como bónus, esta edição inclui 15 minutos gravados ao vivo em 1980 no evento Wiener Festwochen Alternativ. História em cima de história.

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Quinta-feira, 23 Março, 2017

FOCUS Zulu EP 12″

€ 13,50 12″ Crown Ruler

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Mais valor proveniente da África do Sul, com três faixas levantadas do LP “Scarap” (1982). Como temos vindo a descobrir em anos recentes, África incorporava os sons do boogie americano de uma forma muito própria, no fundo acrescentando algo substancial ao já louco groove local (fosse Nigéria ou África do Sul, Gana ou outros pontos geográficos). Matéria muito especial, exuberância controlada, sexy, bem sintética, redonda e quente. A ajudar 2017 a crescer.


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Quinta-feira, 23 Março, 2017

OLUKO IMO Praise-Jah 12″

€ 21,95 12″ Invisible City

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Faltam algumas palavras, de facto, para podermos fazer justiça ao disco. Se Oluko Imo foi manager de Fela Kuti e tocou com ele, isso só acrescenta brilho à sua vida artística, com a qual já nos tinhamos cruzado por ocasião da reedição, em 2011, pela Soundway, do álbum da Black Truth Rhythm Band. Está tudo tão certo em “Praise-Jah” (aqui na versão longa) e respectivo instrumental que facilmente se fabrica na cabeça um loop com o refrão e a linha de baixo. O sintetizador entra a espaços, quase timidamente, e sela este acordo realizado no Céu.

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Quinta-feira, 16 Março, 2017

STARTLED INSECTS Life Pulse LP

€ 12,00 LP Sense / Island (SIGH1-9)

Exemplares da edição original de 1991 / Original 1991 UK release. EXC. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Lava
Cheetah

Muito apropriada a chegada deste álbum num tempo em que se abre o livro do exotismo ligado à música de dança, num grande cruzamento de referências que inclui New Age, field recordings, música de latitudes distantes e uma predilecção por temas naturais. Nada mais adequado, então, do que este álbum com música composta para um documentário da BBC, produzido em 1990 e chamado “Life Pulse: A Natural Thriller”, traçando a evolução da Terra apenas com recurso a imagens de arquivo da BBC e música. Nada estranho à banda que se tornou meio de culto no underground através de concertos multimédia e três discos, na década de 80. Alguns momentos mais pomposos, ou prog, neste álbum, são desculpados pelo ambiente geral de drama e contenção, e a primeira vez que escutámos “Cheetah” entrámos imediatamente num túnel familiar que desemboca em “Eurochild” dos Massive Attack. Baseados em Bristol, pareceu natural que elementos dos Startled Insects se misturassem com a cena local, e assim Bob Locke e Tim Norfolk assinam a composição não apenas de “Eurochild” como de uma das canções que mais marcaram a identidade de Massive Attack: “Karmacoma”. LP neste momento raro no mercado. Excelente estado, com apenas alguns vincos na capa.

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Quinta-feira, 16 Março, 2017

SANDALS Rite To Silence CD

€ 6,00 CD Opentoe / Metronome (INT.828488.2)

Exemplares originais da edição alemã de 1994 / Original 1994 German release. EXC, minor wear. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Feet
Nothing
We Don’t Wanna Be The Ones To Take The Blame
Profound Dub

Em pleno momento Acid Jazz, os Sandals diversificavam. Enquanto a generalidade dos combos da época se ligava à cultura jazz, Sandals assumiam os breaks, batuque, latino, dub e o quatro-por-quatro, soando (em “Feet”, por exemplo) como se Wolfgang Press tivessem prosseguido na arena. Voz grave e segura, com ou sem uso de filtro, faz passar uma mensagem de libertação em tom muitas vezes solene, falado mais do que cantado. Eis um álbum definidor dos anos 90, tanto como “Dummy” de Portishead” ou “Blue Lines” e “Protection” dos Massive Attack. O aspecto desleixado dos quatro elementos principais da banda (uma série de amigos iam-se substituindo na guitarra e teclas) denunciava um estilo de vida mais desregulado, semi-hippie, com vontade de passar mensagens importantes – e faziam-no promovendo noites em clubes, exposições de pintura e fotografia, vendendo roupa, discos e livros. Uma espécie de idealismo activista muito sólido que resultou neste magnífico álbum. Exemplares com um mínimo de uso, baratos, bem direitinhos, de um disco já esgotado no mercado.

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Quinta-feira, 16 Março, 2017

ROCCHI / CHIAROSI / FABOR Dramatest LP

€ 25,95 LP (2017 reissue) Schema

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Mais notícias de Itália. A dos anos 1970, diga-se, e da sua electrónica/library pelas mãos da já suspeita Schema. É uma compilação a quatro mãos disfarçada em seis, Oscar Rocchi e Chiarosi são a mesma pessoa. A segunda/terceira é Fabio Fabor. “Dramatest” foi editado originalmente em 1974 e na altura era uma espécie de colecção/catálogo de música electrónica / experimental / library concebida por Rocchi e Fabor. Ao todo são catorze peças que são uma viagem sintetizada e concisa ao experimentalismo electrónico da época. O que é fantástico em “Dramatest” é a sua coesão dramática e narrativa, apesar de ser uma junção de temas que tocam em vários territórios, há um alinhamento e um processo muito pensado para que tudo faça sentido como um álbum: e é, afinal, um álbum. Há o thriller e o suspense em sons para filmes nunca feitos, há experimentalismo puro que toca em algum que ainda é feito neste século. O ambiente é tudo. E apesar de – sabemos – existir um massacre regular destas edições e do “catálogo italiano”, este é daqueles que não pode fugir. “Dramatest” não se pode perder no ruído do passado.

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Terça-feira, 14 Março, 2017

CARAVAN Coarsica EP 12″

€ 10,50 12″ Ken Oath

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Nada que errar, aqui. Ambiência house-y tipo Mood Hut, Sunken Rock e András Fox, numa editora australiana, títulos que referenciam plantas nativas dos antípodas (incluindo Banksia) e uma vibe geral que sugere naturalmente grandes espaços e uma vida tranquila. Começa a ser impossível a quantidade de óptimos discos sintonizados com a paz d’alma, aquele torpor sancionado por ritmo preguiçoso e cheio de Sol. A história está toda nos sons que nos chegam através destes seis títulos Lindo e pacífico ou, para sermos engraçadinhos, índico.


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Terça-feira, 14 Março, 2017

CHILDREN OF ALICE Children Of Alice CD

€ 14,95 CD Warp

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Children Of Alice, como aliás Broadcast (a banda de James Cargill e Roj Stevens), embora em menor grau, mergulham fundo no património cultural britânico. Neste caso, como é mais ou menos aparente, “Alice No País Das Maravilhas” é a obra que inspira esta produção (e inspirava Trish Keenan, também dos Broadcast). Sonicamente, aqui, isso traduz-se numa colagem surreal de ambientes e gravações de campo com referências vagas às estações do ano – Primavera e Verão são referenciadas em dois dos quatro títulos, e um terceiro, “Rite Of The Maypole”, aponta para ambas essas estações, época em que, com algumas variações, se costuma erguer um mastro ornamentado que serve de centro a uma dança ritual de fertilidade (assim terá sido, pelo menos, a origem). Se nos alongamos na tentativa de enquadramento é porque o imaginário e as raízes britânicas desta música fornecem toda a motivação para Children Of Alice, que parecem capturar e processar no mesmo plano as experiências nos estúdios de som da BBC e a folk britânica mais naturalista, embora o resultado espelhe quase inteiramente a primeira ideia. Confortável e nostálgico por definição, este disco plana no que a própria banda nomeia, no quarto título: Liminal Space”, aquele local de transição entre dois planos. Pode parecer um sonho.

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Terça-feira, 14 Março, 2017

THUNDERCAT Drunk CD

€ 14,95 CD Brainfeeder

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Thundercat tem acesso a Kendrick Lamar, Wiz Khalifa e até Michael McDonald e Kenny Loggins. Em que patamar se coloca, então, “Drunk”? Desde logo, a produção e arranjos vocais remetem para um imaginário livre da Costa Oeste, solarengo, sofisticado e com valores pop muito cruzados com jazz. Lembramo-nos, por exemplo, de Steely Dan (exportados de Nova Iorque para a Califórnia) e Matthew Larkin Cassell (S. Francisco). Um tom mais reconhecível de R&B pode ser ouvido em “Jameel’s Space Ride”, mas o álbum não permanece quase nunca numa zona apenas. Dir-se-ia que a base assenta numa abordagem muito livre ao jazz, desmontando várias peças do género para as reconstituir em diversos contextos, espalhadas pelas 23 faixas. Talvez sem o querer, funciona um pouco como tributo a uma era de produção musical empenhada na perfeição harmónica. Thundercat acrescenta o conhecimento e recursos do século XXI para modernizar com consequência a soul branca de que falamos acima e, embora o som não seja tão sintético, o amor genuíno é muito semelhante ao que Dâm-Funk tem demonstrado com as suas incursões pelo boogie clássico (anos 80). Apesar de todos os desvios que possamos seguir, em “Drunk”, sente-se uma grande dedicação ao espírito de miscigenação do hip hop, tanto na descoberta de breaks como no respeito pelas fontes. Muito luxo, nestes grooves.

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Quinta-feira, 9 Março, 2017

JAY DANIEL Broken Knowz CD / 2LP

€ 15,50 CD Technicolour

€ 24,50 2LP Technicolour

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Jay Daniel apareceu logo brilhante pela associação com Kyle Hall, mas era notório que o seu valor é próprio. Chamar “Broken Knowz” ao álbum é uma piada em mais do que uma maneira, e todas se ligam ao contorcionismo rítmico exposto. Se pode, inegavelmente, ser exemplo da nova pertinência da cena broken beat de Londres, ainda e sempre com vontade de transformar linguagens do jazz, é também um reconhecimento da espécie de tribalismo ritual que a música assente em batida sempre veicula. “$hake It Down”, por exemplo, não é mais do que puro tambor, contratempos e panorâmicas que confundem o ritmo cardíaco, com sequência em “Boolin”, num regime de pára-arranca que contraria em grande medida a tendência da música de dança para a uniformidade rítmica. As teclas em “Yemaya” acrescentam outro tipo de virtuosismo e puxam uma conclusão talvez polémica: é um disco de jazz. Livre.

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Quinta-feira, 9 Março, 2017

RAMZI Phobiza Vol. 2 “Noite” 12″

€ 10,50 12″ Mood Hut

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Com o volume 1, Ramzi conquistou um bom espaço na Exotica moderna produzida em 2016, misturando natureza e máquinas para chegar a um som híbrido entre dança e New Age. O volume 2 de “Phobiza” sai apropriadamente na Mood Hut, novo paraíso baleárico no Canadá, e volta a partir em viagem mas por locais inventados na hora, um misto de diferentes culturas, ambientes, latitudes que se juntam numa nova afirmação de identidade. Na faixa “Fuma” ouve-se “Fuma fuma para tirar a ressaca”, em bom português, acentuando o facto já conhecido de haver uma réstia de Portugal em praticamente todo o mundo conhecido (e, neste caso, até desconhecido). O disco avança, pausado, em estado de suspensão, de quase sonho, mas uma irrealidade fácil de ouvir. Ainda assim, ou talvez por isso, confunde os nossos sistemas porque, na aparente familiaridade, esconde-se algo para o qual falta uma definição.

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Quarta-feira, 8 Março, 2017

V/A Gqom Oh! The Sound Of Durban Vol 1 2LP

€ 19,95 2LP (Golden Edition repress)

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Não existe, obviamente, um som sul africano, mas sim uma multiplicidade de expressões mais ou menos miscigenadas, e esta cena Gqom é comparada por alguma imprensa inglesa ao grime. No entanto, como ficou claro com a Príncipe, o grime é apenas uma muleta de comparação, sendo os próprios produtores a dizer que até há pouco nunca tinham ouvido falar do género. Mas, com toda a justiça, há que reconhecer neste conjunto de sons uma proximidade a expressões britânicas de broken beat, bass e até dubstep, apesar de, aparentemente, tudo acontecer em reclusão a partir de Durban. Avançando mais, também essa reclusão é questionável, e se a produção em Angola reflecte de certa forma o que se passa na África Do Sul, não deixa de ser espantoso que algumas faixas nesta compilação soem a batida de Lisboa. Não sendo possível fixar um ponto de partida, resta seguir o fluxo e receber a música, e então “The Sound Of Durban” oferece vistas estimulantes para o som africano que não cessa de surpreender. Neste caso não é bem house, não como DJ Mujava, há uns anos, na Warp, mas está longe do compartimento estanque em que o som Shangaan se encontra. Via aberta para a pista de dança global.

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Quinta-feira, 2 Março, 2017

THE WIRE #397 (March 2017) REVISTA

€ 6,50 REVISTA The Wire

A sempre desejada secção The Primer é dedicada ao transe marroquino, algo já bem conhecido pelos viajantes da Beat Generation em décadas passadas, no século XX. A transcendência pela persistência, o ritmo como libertação. Ainda assim, um dos escritos mais conhecidos a interessar-se pelo Norte de África, Paul Bowles, recolhia a opinião de um funcionário que dizia que a música que ele queria ouvir já não existia, já não existiam tribos e essa música selvagem era o que eles, supostamente as autoridades, estavam a tentar destruir. Se o autêntico, o genuíno, é muitas vezes difícil de contactar, mais ainda hoje em dia, há pelo menos uma réstia de mensagem pura a conseguir passar. Noutro local, Áine O’Dwyer fala sobre espiritualidade na música, Aurora Mitchell fala sobre outro tipo de hipnose ao ouvir “15 Barras” de DJ Nigga Fox. Há um bom destaque à música experimental feita no Canadá; a Invisible Jukebox é com o pianista Alexander Hawkins; há epifania dupla com Nate young e John olson dos Wolf Eyes e um oceano de música e outros estímulos artísticos para conhecer / explorar e permitir que empurrem os nossos limites mais para a frente. Até ao mês seguinte.

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