Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

PWOG Record Of Breaks CD KK Records

€ 17,50 (preço de pré-encomenda) CD (kk118 cd) KK Records

Exemplares originais SELADOS da edição belga de 1995 / Original SEALED 1995 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Record Of Breaks

EM BREVE / SOON

O álbum é praticamente justificado com o incrível “A Kind Of Prayer”. 17 minutos de contenção, numa fase (1995) em que PWOG concentram e até antecipam algumas linhas definidoras do que viria a ser o techno minimal e a exploração do erro na electrónica mais vanguardista de final de século, ligando-a com algum pioneirismo na música concreta de algumas décadas antes. “A Kind Of Prayer” materializa e faz evaporar a pista de dança, em sequências alternadas de ritmo e ambiente, completando uma jornada etno-techno futurista nunca ouvida. Os 15 segundos Eraserhead de “Revelation” são revistos e repetidos mais três vezes ao longo do álbum, sob outras formas, enquanto interlúdios que fazem um certo reset na sequenciação de faixas. “Sheap?” parece partir de uma base semelhante a Aphex Twin em “Selected Ambient Works II”, imaginando-se banda sonora para a lenta deriva de continentes; “Kraak” (12 minutos) é a outra grande afirmação em “Record Of Breaks”, delineando uma estrutura minimal na qual evoluem uma pressão metálica que serve como ambiente e o mantra familiar da agulha que repete o ruído que existe no final de um lado de vinil. Zero romance, nesta faixa, mas toda a paixão de uma abordagem científica ao som. Zero naturalismo, tudo máquina. Após nova “Revelation”, “Thru” completa a trilogia “True / “Truth” (noutra zona do disco) em aproximação estética a universos muito desligados da pista de dança e que identificamos mais com a grandiloquência de certas expedições quase clássicas em editoras como a Mego. “Record Of Breaks” parece efectivamente partir a década de 90 em duas partes, precisamente no seu meio, em 1995.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

PSYCHICK WARRIORS OV GAIA Obsidian (Organically Decomposed) MCD KK Records

€ 13,50 (preço de pré-encomenda) MCD (KK090mcd cds) KK Records

Exemplares originais SELADOS da edição belga de 1992 / Original SEALED 1992 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Obsidian (Deconstructure), Patience (First Step), Challenge (Kala Mix)

EM BREVE / SOON

“Patience (First Step)” segura um ritmo em shuffle (só popularizado no techno quando a Kompakt tomou conta, quase uma década mais tarde), pancada seca e linha de baixo semi-ácida que faz borbulhar o fundo; “The Challenge (Kala Mix)” revisita as duas partes no alinhamento do primeiro álbum “Ov Biospheres And Sacred Grooves: A Document Ov New Edge Folk Classics”, também de 1992, naquele espírito trance que começava a autonomizar-se com o projecto Exquisite Corpse que saiu de PWOG. Bom! No entanto, nada ultrapassa em prazer os 20 minutos de “Obsidian (Deconstructed)”, extensão para mais do triplo da duração do original (também do mesmo álbum). O longo crescendo, antes de se ouvir batida, é uma sequência absolutamente encantadora, ajudada pela voz sumida de Timothy Leary, um pouco guia nesta imersão numa das mais incríveis experiências de fuga psicadélica na música de dança dos 90s. Celebratória de um abraço à Natureza, da abertura de olhos em relação a novos estados de consciência, da comunhão entre mentes que se entendem na pista de dança sem trocar uma palavra, esta desconstrução de “Obsidian” cria, ainda hoje, uma narrativa que desejamos habitar, talvez mais do que nunca. Lindo de morrer, mas para viver.

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

PWOG Kraak MCD KK Records

€ 9,50 (preço de pré-encomenda) MCD (kk130 cds) KK Records

Exemplares originais SELADOS da edição belga de 1995 / Original SEALED 1995 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Kraak 3

EM BREVE / SOON

“Kraak”, que também conheceu outras versões tratadas por Coil, Mark Broom e Plastikman, tem aqui três variações produzidas por PWOG em pleno drive minimalista industrial. O compasso irredutível de qualquer das versões não parece oferecer qualquer tipo de luz na pista de dança. Na verdade, na apresentação ao vivo contemporânea (1995), PWOG mantinham-se na obscuridade, meras silhuetas em frente a um écran enorme só com imagens de estática e chuva televisiva nos antípodas do flower power rave ainda forte na época (vídeos com paisagens sintéticas, vida sintética, cores fortes). Coragem e determinação nesta edição abrasiva cuja única garantia na pista é a total alienação.

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

PWOG Peel Session CDS KK Records

€ 9,50 (preço de pré-encomenda) CDS (KK091) KK Records

Exemplares originais SELADOS da edição belga de 1994 / Original SEALED 1994 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Pull, Break, Dust

EM BREVE / SOON

Tempos gordos de diversidade, quando um projecto com a natureza de PWOG podia gravar uma sessão para John Peel. O fantástico “Pull”, na abertura, recupera a força rítmica de “Psychick Rhythms” (1993) na sua versão mais ácida, um mergulho privilegiado na motorização de caixa-de-ritmos que ficou como sua. Incrível trance quebrado de 9 minutos. “Break” pega no mesmo padrão desse disco de ferramentas, estende pelos mesmos 9 minutos mas em modo descarnado, com a batida e acessórios a brilhar intensamente num tom de psicadelismo rítmico caleidoscópico. “Dust” penetra num vazio espacial seguro pelo ritmo constante de um risco que já parece antecipar “Kraak” (1995). Paisagem abstracta com partes de Médio Oriente e partes de zero gravidade dentro de um grande tubo metálico.

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

PSYCHICK WARRIORS OV GAIA Out Now! MCD KK Records

€ 10,95 (preço de pré-encomenda) MCD (kk 117 cds) KK Records

Exemplares originais da edição belga de 1994 / Original 1994 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Out Now!, SA Track 1, SA Track 2

EM BREVE / SOON

Numa fase em que PWOG transitavam pela MTV e algumas publicações-chave no Reino unido, o video de “Out Now!” promovia o símbolo da Cruz Psíquica no meio do que provavelmente eram mensagens subliminares de sublevação contra o conformismo. 6 minutos seguros de techno com linha de baixo vintage a correr em pista separada da batida, óptimo! “SA Track 1″ e “SA Track 2″ complementam a pujança contracultural com dois momentos de house mais universais (as cordas na Track 2 podem ou não fazer lembrar “Erotica” de Madonna), cheios de harmonias clássicas, até marketing clássico no design da capa. Os breaks no ritmo são PWOG tradicional, tal como os sopros falsos que acrescentam frescura à melodia. Único flirt, talvez, com um mercado pop.

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

EXQUISITE CORPSE Reassembling Reality MCD KK Records

€ 10,95 (preço de pré-encomenda) MCD (KK092CDS) KK Records

Exemplares originais da edição belga de 1992 / Original 1992 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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What A Life, Anxiety, Traditional Ties With Dreaming, Honeymoon

EM BREVE / SOON

As faixas tipicamente longas de Exquisite Corpse precisam de todo esse tempo para respirar e oferecer os seus prazeres. Os 11 minutos de “What A Life” possibilitam um desabrochar lento nesta marcha trance contida, quase só em potência – uma das assinaturas mais poderosas neste projecto é precisamente o poder de contenção, sem deixar as faixas explodir em momentos catárticos como indicam as fórmulas. “Anxiety” exercita em cores fortes um modelo jack para estas ideias europeias de techno orgânico e consegue nunca perder de vista a melodia simples que enche o envólucro; “Traditional Ties With Dreaming” acelera BPMs mas não o peso. Evolui em equilíbrio perfeito de futurismo e ancestralidade, manifesto de repetição que, até no som das marimbas, continua o trabalho de visionários minimalistas como Steve Reich; “Honeymoon” encerra a excursão do que é praticamente um álbum, em duração. House emotiva, assente nas quebras da batida e na malha de piano que movimenta o drama. Material superlativo numa zona habitualmente pouco respeitada.

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

EXQUISITE CORPSE Dream Night Dance Music CD KK Records

€ 17,50 (preço de pré-encomenda) CD (KK083CD) KK Records

Exemplares originais SELADOS da edição belga de 1992 / Original SEALED 1992 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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BKS, Etoile, Sacrifice, Elevator, Sitting In A Tree (Time Flies)

EM BREVE / SOON

Primeiro álbum num percurso relativamente curto de Robbert Heynen. Gravado quando quando ainda fazia parte de Psychick Warriors Ov Gaia, “Dream Night Dance Music” concentra o poder naturalista de PWOG num álbum cristalino, enamorado – como era próprio da época – de outras latitudes e sons na época considerados “tribais”. No entanto, enquanto muita da house tribal na década de 90 viria a significar batucada incessante assente num kick extra pesado, Exquisite Corpse ocupava-se em abrir vista para a natureza de uma forma mais contemplativa, utilizando o baixo frequentemenmte como recurso melódico (“Etoile”, por exemplo), somando camadas de melodia sobre a grelha de percussão. Na confusão entre house, techno e trance, é este último género e – digamos – a filosofia de vida a ele subjacente, que prevalece enquanto denominador comum. A evolução tranquila de cada faixa, a elegância no equilíbrio entre batida e ambiente, fazem com que o álbum permaneça na sua própria dimensão, não cruzando com a multidão de discos que serviam os clubes nesses anos. “Sitting In A Tree (Time Flies)” resume na perfeição todas as linhas de força nesta estrutura, vagueando com prazer pelo espaço aberto na composição rítmica e, quando “Elevator” encerra o disco, é com total certeza de uma rota inspiradora e pacífica. Favorito nosso desde 1992, não exageramos. Forte e perfeito, incólume após N mudanças de paradigma na música de dança.

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Sexta-feira, 7 Dezembro, 2018

EXQUISITE CORPSE Inner Light CD KK Records

€ 10.50 (preço de pré-encomenda) CD (KK 107 CD) KK Records

Exemplares originais SELADOS da edição belga de 1993 / Original SEALED 1993 Belgian release. Sound clips and sleeve not from actual copy.

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Cantadora, Shadowplay, Calling The Quarters, Inner Rhythm, Passage

EM BREVE / SOON

“Inner Light” parece avançar mais para dentro de uma experiência ritual, em linha com o design da capa, em linha com a sedução sentida por outras definições culturais fora da Europa Ocidental. Quem viveu com um mínimo de paixão esse flow dos tempos, a necessidade premente de descoberta do outro e, mais importante, do Eu, entende a direcção simultaneamente plural e unidireccionada que motivava muita produção electrónica em torno do circuito rave. “Calling The Quarters” mantém a linha de baixo exploratória que conhecíamos de “Dream Night Dance Music”, enquanto a sample de voz repete “beauty all around me”, a tradução literal do sentimento de pertença a um organismo vivo, a Terra, Gaia. “Inner Rhythm”, a faixa-título, acrescenta ácido moderado e outra marca do tempo: os cantos étnicos cortados para sobrepõr à batida. “Cantadora” assume papel central enquanto motivador rítmico num esquema não 4×4, alterando os movimentos do corpo, e “Shadowplay”, com a força da linha de baixo, progride em relação ao “progressivo”. “Passage” acaba o álbum como espécie de simulação de ritual de passagem em direcção a outra existência. Neste sector, a música era claramente um veículo para outras paragens..

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Quinta-feira, 6 Dezembro, 2018

DON CHERRY Organic Music Society 2LP

€ 23,95 2LP (2012 reissue) Caprice

OUVIR ÁLBUM COMPLETO / LISTEN TO FULL ALBUM:
Organic Music Society

Editado originalmente em 1972 e gravado na Suécia, “Organic Music Society” é um dos discos mais emblemáticos de Don Cherry, onde junta uma série de músicos (Naná Vasconcelos, Tommy Koverhult, Tommy Goldman, Bengt Berger, Okay Temiz, entre muitos outros) para um percurso cósmico, que se desencontra do jazz, e procura as músicas do mundo, de uma forma espiritual, cósmica, num estado intenso de constante “procura”. Esta procura reside no facto de “Organic Music Society” desvendar o novo sem ter conhecimento do que está a fazer. Há barreiras que se quebram entre aquilo que se viria a conhecer como música cósmica nos anos 1980, ou de como a “world music” começou a ter os seus encontros com o ocidente nas décadas seguintes. Aqui não há amarras nem a preocupação de género. Um corredor espiritual, finalmente reeditado em condições.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

EARLY JACKER Promessas 12″

€ 12,50 12″ (limited fish net sleeve) Percebes


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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

DJ Synthesizer LCR002 12″

€ 9,95 12″ Light Channel Recordings


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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

ALMATY Gennaro 12″

€ 12,95 12″ Naïve

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

DJ SENIOR VASQUEZ No More Drama 12″

€ 12,95 12″ Paraíso

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

CAMILA FUCHS Heart Pressed Between Stones CD / LP

€ 12,50 CD ATP / SVS

€ 16,95 LP ATP / SVS

Projecto conjunto entre Camila de Laborde e Daniel Hermann-Collini (SVS Records), “Heart Pressed Between Stones” é o segundo álbum de Camila Fuchs, um desafio entre a pop e a experimentação, na senda de Björk, com a confiança de quebrar o lado mais arcaico entre o que se considera “pop” vs. “experimentação. Em qualquer um dos seis temas de “Heart Presses Between Stones” há um desejo de deixar os temas respirar, de deixar que tudo cresça com o à-vontade da viagem que se quer proporcionar. A voz de Camila é a estrada mas também os sinais, um guia para uma aventura que recusa a catalogação de experimentação. É música destinada a ser ouvida sem preconceito, que convida a entrar num belíssimo compromisso entre o futuro, o novo, e o presente. Destemida e intemporal, Camila é claramente dona de um palco maior.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

SADE Never As Good As The First Time / Keep Hanging On 7″

€ 5,00 7″ Epic (A7061 7)

Exemplares originais da prensagem holandesa de 1986 / Original 1986 Dutch pressing. Sound clips and sleeve not from actual copy.

OUVIR / LISTEN:
Never As Good As The First Time
Keep Hanging On

Versão mais curta, para single, em relação à que conhecemos do álbum “Promise” (1985). No video, Sade cavalga em passo veloz através da planície, dando espaço à letra nostálgica sobre os bons tempos. Juniores e seniores são sequenciados no video para passar a mensagem “Never as good as the first time.” O habitual lado B instrumental em singles de Sade mostra a versão ao vivo de “Keep Hanging On”, gravação pristina, baixo e bateria bem marcados. Reaparece mais tarde no maxi de “Paradise”, em 1988, mas é aqui que esta faixa de puro groove urbano sofisticado tem a sua première.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

V/A Testimony 12″

€ 12,50 12″ Knekelhuis

Tempos de ambiguidade cronológica trazem música sem barreira temporal fixa. As quatro faixas neste EP somam pontos de categoria num plano exótico, semi-ritual, industrial, drogado e explorador. Magnífica replicação do passado nebuloso ou reencantamento dos mesmos espíritos para necessidades actuais. Todas as quatro faixas ficam a navegar num limbo conceptual que assinala décadas antigas. Job Sifre puxa Ike Yard; Patricia Kokett puxa Tubeway Army sem a voz de Gary Numan e com visão suficiente para produzir sério techno em 1980; Maoupa Mazzocchetti talvez Pacific 231 ou Vox Populi, Sabla pode cruzar Jon Hassell com Chris & Cosey. Tudo bom.


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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

MJ LALLO Take Me With You 2LP

€ 30,50 2LP Séance Centre

OUVIR / LISTEN:
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Colecção de música gravada entre 1982 e 1997, em casa, por MJ Lallo. Explorações ambientais no limite da atmosfera, olho na Terra e outro no Espaço. Belíssimos mantras electrónicos com destaque frequente para a voz errante da própria autora, percorrendo a mesma linha que atribuímos a momentos de Laurie Anderson ou Joan La Barbara, mas vai embora em trânsito intergaláctico com a maior das facilidades. Noutras ocasiões, a pop baleárica de Antena, prefigurando até o que, mais recentemente, é feito por Peaking Lights e assim. Bem expresso em “Alien Angels”, uma das canções mais estranhas, logo pelo tratamento da voz e pela ousadia de pretender um groove onde a maioria talvez não oiça mais do que dissonância. A voz tende a fundir-se com sintetizador, em jeito de Todd Rundgren (“Born To Synthesize”). Descobrimos, enfim, o passado e o presente de MJ Lallo, especializada em voice over / narração, com estúdio fixo desde 1983, onde ainda ensina a sua arte e prepara futuros profissionais. Bem dentro do ramo mas muito fora da percepção comum.

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Terça-feira, 4 Dezembro, 2018

THE WIRE #419 (January 2019) REVISTA

€ 6,95 REVISTA The Wire


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Quinta-feira, 29 Novembro, 2018

TIM BERNARDES Recomeçar CD / LP

ESGOTADO  CD Noize Record Club / Risco

ESGOTADO LP Noize Record Club / Risco

“Recomeçar” foi a forma que Tim Bernardes escolheu de começar a sua carreira a solo. Não colocou os O Terno de lado – ainda continuam activos – mas descobriu uma paz diferente através das canções em nome próprio. “Recomeçar” é também uma espécie de “redescoberta” para Tim Bernardes aprender a fazer canções, um modo de fechar-se no casulo das suas ideias e expandir uma série de emoções, coisas casuais de romance. “Recomeçar”, recomeçar após um fim. Editado no ano passado e reeditado em vinil no início deste ano, o álbum de estreia de Tim Bernardes tem crescido em nós – e por todo o lado – ao longo dos últimos meses. Bernardes tem-se tornado um mini-fenómeno em Portugal e os discos dele não são fáceis de se encontrar. Recebemos alguns exemplares em vinil e CD directamente vindos do próprio, a preços acessíveis e fora da especulação de outros sítios. As quantidades são muito-muito limitadas e sabe-se lá quando arranjaremos mais – ou se arranjaremos. É agora ou nunca.

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Quinta-feira, 29 Novembro, 2018

JIBÓIA OOOO LP

€ 14,95 LP Discrepant

Quando Óscar Silva apresentou Jibóia no início desta década tornou bem claro que a sua música iria beber a diferentes trópicos deste mundo, procurando uma conexão entre climas e ritmos que não obedeceriam estritamente a regras de tempo e espaço. Procurar influências na sua música é um exercício imperfeito, porque ela se abre de forma cósmica, sem barreiras, à procura de novos sons ao invés de reflectir sons que se têm presentes. A partilha é um elemento crucial na criação da música de Jibóia. Nos seus três lançamento anteriores procurou colaboradores que ajudassem a criar a dinâmica que queria no seu som. No passado trabalhou com Makoto Yagyu (If Lucy Fell, Riding Pânico e Paus), Sequin, Xinobi, Jonathan Saldanha e Ricardo Martins. Para OOOO contou novamente com Ricardo Martins (Lobster, Pop Dell’Arte, BRUXAS/COBRAS, entre outros) e do seu habitual colaborador André Pinto (aka Mestre André, Notwan e O Morto). A viagem de OOOO é mais partilhada do que nas anteriores. Os três músicos partiram à experiência para criar música através de um conceito, pegando em Musica Universalis, de Pythagoras, que relaciona o movimento dos planetas e a frequência (onda) que eles produzem, com uma harmonia interespacial que essas frequências somadas produzem. Como os músicos descrevem, “é uma relação matemática, algo religiosa até, já que essa musica é inaudível. Uma espécie de conceito poético que designa, ao fim e ao cabo, o som do universo em movimento.” Bem redondinho, é música de cosmos, e não é exagero pensar em Sun Ra como inspiração, dado o diálogo rico, fluente e aberto que acontece entre os músicos ao longo dos quatro temas de OOOO. Os primeiros três temas são referências às 3 principais relações entre as frequências propostas no conceito de Musica Universalis e em cada um deles há um ênfase nos instrumentos de cada um dos músicos: nos de Óscar Silva em Diapason, nos de Ricardo Martins em Diapente e nos de André Pinto em Diatesseron. Esta forma de criar revela uma expansão sonora no som de Jibóia. A sua música flui de um modo livre, mas rigoroso, e circular, trabalhando em constância uma ideia de movimento. É inevitável associar o movimento a viagem, uma que tanto se estende ao cosmos como reforça as convicções de Jibóia/Óscar Silva em trabalhar nas não-convenções do rock e do jazz. O último tema, Topos, reserva para si uma espécie de resultado desta experiência entre os três músicos. Mais do que uma conclusão, Topos é aquilo que existe para lá da partida: uma viagem sem ponto de chegada em percurso elíptico. Não poderia ser de outra forma, música tão aberta, clara e livre é impossível de encaixar na lógica de uma narrativa normal. No fim abre-se um novo início, um ciclo fresco que começa com a certeza de que o caminho será sempre gratificante.

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