ARTUR PEIXOTO:
Blonde Redhead «23» (4AD)
The White Stripes «Icky Thump» (XL)
LCD Soundsystem «Sound Of Silver» (DFA/EMI)
Klaxons «Myths Of The Near Future» (Universal)
Kanye West «Graduation» (Def Jam)
+ 5 canções:
Gossip «Standing In The Way Of Control»
Amy Winehouse «Rehab»
Kylie Minogue «Like a Drug»
Pearl Jam «Alive»
Mika «Relax (Take It Easy)»
2007:
Festival Alive! 07 (Oeiras)
Dance Station (Estação Do Rossio e Coliseu Dos Recreios)
Nine Inch Nails (Coliseu de Lisboa e Reading Festival)
Beastie Boys (Aula Magna)
Cirque Du Soleil «Delirium» (Pavilhão Atlântico)
2008:
Que nasçam mais salas de espectáculos em Lisboa para que possa ainda fazer mais espectáculos.
Que a Flur venda muitos discos…
(promotora Everything Is New)
ARTUR SOARES DA SILVA:
Burial «Untrue» (Hyperdub)
Panda Bear «Person Pitch» (Paw Tracks)
Studio «West Coast» (Information)
LCD Soundsystem «Sound Of Silver» (DFA/EMI)
Tcheka «Lonji» (Lusáfrica)
2007:
Bom: Aparecimento de DJ Ride.
Mau: Escândalo da pobreza dos festivais de verão. Existem pela música? Pelo público? Ou para serem uma feira de sponsors? Parece ser a última.
Mau: Encerramento do B.Leza - como é possível deixarem fechar um símbolo cultural de Lisboa?
Bom: Sucesso internacional dos Buraka Som Sistema.
'Bau': Apanhei um vírus no meu Mac - e assim morreu um mito!
Há uma nova geração a ganhar voz: o Ride, aos 22 anos, lançou um álbum entusiasmante, distribuiu talento por onde passou e ainda foi ao mundial ITF arrancar um 3º lugar entre os melhores turntablists do mundo – nada mau… Os Buraka entraram em festivais como Roskilde e Glastonbury, assinaram pela trendy Modular, primeiras partes de M.I.A., e um retumbante sucesso em casa. O mundo é deles. Bastou terem visão e não copiarem modelos estrangeiros...
Quem não tem modelo interessante são os promotores dos festivais e os media. Já não basta os festivais não darem a mínima condição para as pessoas (não há preocupação ecológica, não há atractivos interessantes para além da música que não se assemelhem a uma feira popular), os media ainda alinham num jogo de cumplicidade escandalosa. O Creamfields foi uma tragédia. Mas passou nos media como algo inovador. Promotores e media têm um jogo viciado que nos lesa enquanto público; e as pessoas e a criatividade estão fora do modelo de festivais em Portugal, salvo raras excepções – demonizadas, obviamente, pelos media mainstream.
Por falar em criatividade, os álbuns do ano parece que foram feitos numa viagem sideral. Burial, Panda Bear e Tcheka – cada um no seu hemisfério – deixaram-nos discos etéreos; LCD Soundsystem e Studio deram ao rock dançante um semblante positivo. E talvez o que haja a reter sejam mesmo os atributos emocionais - com os gestos geniais bloqueados, o mundo em apocalipse e o tempo a voar, talvez tenhamos de ser mais viscerais para uma mudança..
2008:
Gostava que nascesse uma frente de cultura independente em Portugal. O país precisa de cultura para sair do buraco e abrir horizontes mentais: ZDB, Plataforma Revólver, Contagiarte, Boom, Sonic, Bacalhoeiros, Maus Hábitos, Providers, Musidanças, editoras e lojas independentes (ou o que resta delas), enfim, o tecido cultural deveria criar sinergias e ganhar estatuto interventivo na sociedade. Portugal está a mirrar e a cultura é uma salvação.
Seria bom que 2008 desse às ruas de Lisboa mais arte pública. Praças, miradouros, avenidas, ruas, becos, com tantas nuances de luz e perspectivas sobre o rio é inexplicável a falta de peças e projectos artísticos para embelezar e dinamizar o espaço público da cidade. Ainda se vive no paradigma da estátua! Esta “Love and Numbers” deu uma aragem nova à urbe, mas é preciso mais, necessitamos de muito mais!
(revista NEO2; revista Dance Club)
BRUNO BÈNARD-GUEDES:
4 Corners «4 Corners» (Clean Feed) + concerto
Beastie Boys «The Mix-Up» (Capitol) + os dois concertos
Common «Finding Forever» (Universal) + Kanye West «Graduation»
(Def Jam)
Dawn McCarthy & Bonny Billy «Wai Notes» (Drag City) + Bonnie Prince
Billy «Ask Forgiveness» (Domino)
Exploding Star Orchestra «We Are All From Somewhere Else» (Thrill
Jockey)
The Fiery Furnaces «Widow City» (Thrill Jockey)
Jill Scott «The Real Thing - Words And Sounds Vol. 3» (Hidden Beach)
Joyce & Tutti Moreno «Samba Jazz & Outras Bossas» (Far Out) + Clara
Moreno «Meu Samba Torto» (Far Out) + Clara Moreno
Karlheinz Stockhausen, R.I.P.
LCD Soundsystem «Sound Of Silver» (DFA/EMI) + «45:33» (DFA(EMI) + concerto
Os Mutantes, concerto
Neil Young «Live At Massey Hall 1971» (Reprise)
Robert Wyatt «Comicopera» (Domino)
Sharon Jones & The Dap-Kings «100 Days, 100 Nights» (Daptone)
Tom Brosseau «Cavalier» (Fat Cat)
(revista Op.)
CARLA ISIDORO:
Da Weasel «Amor, Escárnio e Maldizer» (EMI)
SIA «Lady Croissant» (EMI)
Sa-Ra «Hollywood Recordings» (Babygrande)
Jill Scott «The Real Thing Vol.3» (Hidden Beach)
Tcheka «Lonji» (Lusáfrica)
2007:
Documentário «Mãe Ju» de Kiluange Liberdade.
Os ‘manos’ Gomes criaram a Filho Único e fizeram uma das mais importantes noites do ano: Kotalume, Os N’Gapas, Ritchaz e Kéke.
As Lux Jazz Sessions, temporada do melhor jazz na melhor discoteca da cidade.
O concerto de Tinariwen no cinema S. Jorge.
Nástio Mosquito instala-se em Lisboa e começa a chocalhar o inchocalhável.
2008:
Enquanto Al Gore recebe o Nobel da Paz, nós achamos boa ideia investir os dinheiros públicos em mais 10 (?!?!) barragens hidroeléctricas até 2020. Aqui, no Planeta Tuga, o trabalho do senhor Gore é visto como gore, produção caseira, Nobel de terceira. Nós é que sabemos.
Era simpático que as pessoas do Planeta Tuga fossem mais sensuais em 2008, alegres e vivas, e que Lisboa tivesse uma cena clubbing como encontramos aqui ao lado em Madrid e noutras capitais. Já fomos mais festivos e atrevidos. Exuberantes e desbocados nunca fomos, mas já que a frontalidade não é uma característica nossa pelo menos poderíamos libertar-nos melhor pela noite dentro, copos dentro, corpos dentro. Não da forma seca, descontrolada e amorfa que tem marcado os últimos anos, mas com qualidade e sorrisos verdadeiros. No drugs, just natural.
(revista DIF)
CARLOS MONTEIRO:
Klaxons «Myths Of The Near Future» (Universal)
LCD Soundsystem «Sound of Silver» (DFA/EMI)
The Sunshine Underground «Raise The Alarm» (Sony BMG)
Radiohead «In Rainbows» (XL)
Arctic Monkeys «Favourite Worst Nightmare» (Domino)
2007:
O primeiro evento foi o Super Bock Super Rock. Conseguiu reunir o melhor da alternativa num segundo acto que foi um dos melhores de toda a Europa.
O segundo, o palco 2 do Oeiras Alive!, um manancial de boa música desde The Go! Team passando por The Rakes, os portugueses Dapunksportiv, Nigga Poison, os fantásticos e surpreendentes Wraygunn, Tora Tora, The Sounds e a melhor exportação que temos neste momento, Buraka Som Sistema…
Terceiro Lugar para Paredes de Coura, que já nos habituou à vanguarda do alternativo, muita banda que vai dar que falar no ano de 2008, caso dos Spoon (já com data para Lisboa), New Young Pony Club que já tiveram ainda este ano uma fugaz passagem pelo Porto, em DJ set, M.I.A., Boys Noize, Babyshambles em Janeiro de 2008, entre outros…
O quarto: concerto dos Interpol. Pode não ter sido bem recebido pela crítica, mas nem todos os músicos têm que ter uma postura de interacção com o público que compra/faz download dos discos deles, nem sempre todas as peças de teatro merecem aplausos de pé. Há músicos que têm a sua própria maneira de partilhar a sua obra de arte e Interpol, ou a sua composição, tem a sua. Ao contrário da crítica achei um dos melhores concertos do ano…
Por último, Rufus Wainwright no Coliseu. A verdadeira essência do entretenimento esteve presente neste concerto. Este sim, teve um público ávido de interacção e ao seu nível - um verdadeiro show que compensou com músicas menos boas mas com uma Banda muito orgânica e “ joyful”.
Outros artistas que vale a pena mencionar: Vampire Weekend, Hot Club de Paris, Animal Collective, Mark Ronson, Bat For Lashes (passou ao lado da editora cá em Portugal, mas vale a pena descobrir) e
White Stripes com «Icky Thump».
(SIC Radical)
CLÁUDIA MARQUES SANTOS:
Jamie T. «Panic Prevention» (Virgin)
The Hives «The Black and White Album» (Polydor)
The National «Boxer» (Beggars Banquet)
Blonde Redhead «23» (4AD)
Interpol «Our Love To Admire» (EMI)
2007:
Marky Ramone (Santiago Alquimista)
Mudhoney (Culto Bar, Cacilhas)
Sex Pistols (Brixton Academy)
«Control» de Anton Corbijn
Exposição «Panic Attack! Art In The Punk Years» (Barbican Centre)
2008:
Produtividade.
Optimismo.
O Estado assumir-se como o primeiro a dar o exemplo em termos de cumprimento e justiça fiscais.
(Sub Filmes - programa «Fuzz»)
DAVIDE PINHEIRO:
Burial «Untrue» (Hyperdub)
Amy Winehouse «Back Bo Black» (Universal)
Bruce Springsteen «Magic» (Sony BMG)
Panda Bear «Person Pitch» (Paw Tracks)
Robert Wyatt «Comicopera» (Domino)
2007:
Jorge Palma de volta ao metro.
Abertura da Livraria Byblos.
Britney Spears nos MTV Video Music Awards.
Reunião dos Led Zeppelin.
Metro até Santa Apolónia.
Todos os anos temos tendência a dizer que a vida está difícil, o dinheiro escasseia, os discos não vendem, a música não tem espaço nos media, o semblante das pessoas anda carregado, etc... mas... há esperança. Há uma série de novos criadores sintonizados com os tempos modernos, nas tintas para a intelligentsia, para as ditaduras da moda, seja a elite da Bica ou as Magnums do 50 Cent. Vivemos num tempo em que todas as referências se cruzam, em que o passado deixou de pertencer a quem o viveu, em que os Abba são ouvidos por adolescentes e as tias dançam ao som dos Buraka. Dificuldades? Todos temos. Mas há um sol que brilha todo o ano e um sem número de esplanadas à beira-mar onde (não) apetece ouvir o Jack Johnson. Há uma blogosfera cada vez mais criativa onde já despontam carreiras. Há um MySpace com uma geração de músicos pouco preocupados com suportes físicos ou barreiras fronteiriças. Há uma Time Out que abre alas ao Noddy e a toda a cultura sem soar pretensiosa e, ao mesmo tempo, sem excluir nichos. Há um Call Girl que reflecte um cinema acessível e bem feito. Os exemplos sucedem-se, cabe-nos o papel de valorizar o que se faz e não cairmos no choradinho habitual.
2008:
Gostava que houvesse um Starbucks em Lisboa (e tudo aponta para que isso aconteça);
Gostava que os Pontos Negros se afirmassem como a nova força do rock em Portugal.
(website Diário Digital)
FERNANDO FADIGAS:
Thurston Moore «Trees Outside the Academy» (Ecstatic Peace)
Coh «Strings» (raster-noton)
Frank Bretschneider «Rhythm» (raster-noton)
Portable «Powers of Ten» (Süd Electronic)
Ricardo Villalobos «Fabric36» (Fabric)
2007:
Numero-Projecta Lisboa 2007;
Ikue Mori vs Maya Deren Films, live;
Frank Bretschneider, live;
Cluster, live;
Avenida - Filho Único, Tudo.
(O Século, Centro de Arte Avançada)
FERNANDO NUNES:
Matthew Dear «Asa Breed» (Ghostly International)
Panda Bear «Person Pitch» (Paw Tracks)
Justice «"Cross"» (Ed Banger/Because)
LCD Soundsystem «Sound Of Silver» (DFA/EMI)
The National «Boxer» (Beggars Banquet)
Digitalism «Idealism» (EMI)
Chromatics «Night Drive» (Italians Do It Better)
Map of Africa «Map Of Africa» (Whatever We Want)
Glass Candy «B/E/A/T/B/O/X» ((Italians Do It Better)
2007:
TODAS as remisturas de Ricardo Villalobos;
«My Piano» e as remisturas dos Hot Chip;
As canções de Róisín Murphy;
Os vídeos da Feist. E a remistura de Boys Noize para «My Man My Moon» também.
+
Conversa com Laurent Garnier do Sheraton até ao Lux na madrugada de 14 de Junho.
+
2m, 2manydjs, Abake, Adriana Molder, Agoria, Alcides, Alex Ridha, Alexandra Moura, Alexandre Camarão, Alexandre Farto, Alexandre Melo, Alx, Amandine Romero, Ame, Ana Borralho e João Galante, Ana Jota, Ana Sousa, Ana Vidigal, André, André Guedes, Anísio Franco, Anja Schneider, Antónia Oliveira, António Alves, António Néu, António Sérgio, Artur Soares da Silva, Banks Violette, Bárbara Coutinho, Bart Cruz, Benjamin Matias, Bica do Sapato, Black Devil Disco Club, Bomba Suicida, Booka Shade, Boys Noize, Buraka Som Sistema, Busy P, Carlão, Carlos Almeida, Cassy, Catarina Botelho, Catarina Portas, CAVEIRA, Chloé, Christophe Honoré, CIMENTO., Cláudia Efe, Cobblestone Jazz, CSS, Damian Lazarus, Daniel W. Best, David Shrigley, Dead Combo, Deli Delux, Dezperados, Digitalism, Dinis, Dino Alves, Diogo Loreto, Diogo Potes, Dirty Three, Disorder, Dixon, DJ Food, DJ Garth, DJ Glue, DJ Kitten, DJ Manaia, DJ Ride, DJ T, Double D Force, DOVE, Eduarda Abbondanza, Ellen Allien, Eric Duncan, Expander, Extrawelt, Fact, Facto, Fernanda Fragateiro, Fernando Brízio, Fernando Fernandes, Fernando Pinto do Amaral, Filho Único, Filipe Faísca, Filipe Vargas, Finger, Flur, Francisco Camacho, Francisco Vaz Fernandes, Fujiya & Miyagi, Gabriel Ananda, Gabriel Rodriguez, Geiser, Ghost, Gildas & Masaya, Glam Slam Dance, Glimmers, Gonçalo Siopa, Gonçalo Tocha, Greg Wilson, Gui Boratto, Guida, Guido Schneider, Hanne Hukkelberg, Hans Peter Lindstrom, Hatcha & Crazy D, Headman, Heartbreakerz, Hedi Slimane, Heidi, Hugo Santana, IAMX, Igor, In Flagranti, Inês Gonçalves, Inês Menezes, Inês Pedrosa, Isilda Sanches, Ivan Smagghe, Ivo Martins, James Holden, Jamie Jones, Javenger Dourado, Jay Brannan, Jennifer Cardini, Jeremy Deller, Joakim, Joana Tordo, Joana Vasconcelos, João Grosso, João Louro, João Maria, João Onofre, João Pedro Rodrigues, João Pedro Vale, João Peste, João Tordo, Jon Kennedy, José Maria Vieira Mendes, José Marmeleira, Julião Sarmento, Junior Boys, Justice, Kalaf, Kaos, Kaspar, Killuange Liberdade, Kiran Sande, Kristian Beyer, Laurent Garnier, Leonaldo de Almeida, Lil’John, Loco Dice, Loco Dice, Lúcia, Ludivine Sagnier, Luís Cruz, Luís Franjoso, Luís Graça, Luís Pereira, Luísa Ferreira, M.A.N.D.Y., Magazino, Manel Reis, Márcio Matos, Maria João Sopa, Mario Matos Ribeiro, Mário Valente, Marta Fradique, Mathew Jonson, Matthew Dear, MC Tekilla, Micro Audio Waves, Miguel Allen, Miguel Bonneville, Miguel Costa, Miguel Gonçalves Mendes, Miguel Maurício, Miguel Soares, Ming, Miss Macau, Moulinex, Mr. Cheeks, Mr. Mitsuriato, Mr_Mute, Music Mob DJs, Nadine, Nel Assassin, Nelson Flip, Nelson Gomes, Nelson Guerreiro, Nuno, Nuno Branco, Nuno Cera, Nuno Di Rosso, Nuno Rosa, O Peru, Pacman, Pan Sorbe, Parkinson, Patrick Daughters, Patrick Wolf, Paula Moura Pinheiro, Paulo Furtado, Paulo Nupi, Pedro Cabrita Reis, Pedro Casqueiro, Pedro Cláudio, Pedro Fradique ,Pedro Gomes, Pedro Lourenço, Pedro Ramos, Pedro Ricciardi, Pedro Santos, Pedro Tenreiro, Pete Herbert, Peter Kruder, Phonica, Photonz, Piccadilly, Pilooski, Pogo, Prins Thomas, Prudo, Ricardo Preto, Ricardo Quaresma Vieira, Ricardo Saló, Ricardo Villalobos, Richard Sen, Rita Blanco, Rita Moreira, Rita Rolex, Rita Só, Riton, Rogério Samora, Rub'n'Tug, Rui Alexandre, Rui Chafes, Rui Miguel Abreu, Rui Murka, Rui Vargas, Sara e André, Sara Vaz, Sebastão Bizarro, SebastiAn, Sebo K, Segre from Clone, Señor Pelota, Simon Lee, Skream, Slater Bradley, Sonic, Sophie Heawood, Stereo MCs, Sue Ellen, Superpitcher, Susana Pomba, Swayzak, Tânia Carvalho, Tha Bloody Bastards, Thierry Dias Coelho, Thomas Andersson, Tiago Guedes, Tiago Manaia, Tiago Miranda, Tiago Santos, Tiefschwarz, Tiga, Tim Sweeney, Tó Pereira, Todd Terje, TomBoy, Trash Converters, Trevor Jackson, Trojan Soundsystem, Vahagn, Vanessa Rato, Vasco Araújo, Vasco Câmara, Vitor Belanciano, Vitor Calderone, WhoMadeWho, Wighnomy Bros, Wraygunn, Xinobi, Yen Sung, Zé Belo, Zé Miranda, Zé Moura, Zé Pedro, Zé Pedro Moura.
(Lux/Flyer; Lux)
FILIPE PEDRO:
Discos Portugueses (a lista internacional seria muito grande):
The Allstar Project «Your Reward... A Bullet» (Rastilho)
Sanryse «Vivendo Iludidos Diariamente Ainda» (Footmovin')
Mazgani «Song Of The New Heart» (Naked/Independent)
Micro Audio Waves «Odd Size Baggage» (Magic Music)
Paula Oliveira «Fado Roubado» (Universal)
+ DVD's Musicais:
Sigur Rós «Heima» (EMI)
Paul McCartney «The McCartney Years» (Warner)
R.E.M. «Live» (Warner)
Scissor Sisters «Hurrah, A Year of Ta-Dah» (Universal)
Rufus Wainwright «Judy! Judy! Judy!» (Universal)
+ Festivais de cinema:
A meu ver, 2007 foi um ano menor ao nível dos festivais de cinema nacionais. Muita oferta, pouca qualidade. Ainda assim, os aplausos vão para os suspeitos do costume - Fantasporto, Curtas de Vila do Conde, Imago, DocLisboa - e, ainda, para o benjamim Festival de Cinema Europeu do Estoril, que fica na história pelos nomes que trouxe a Portugal - Almodóvar, Lynch e Corbijn. Mais do que qualquer outro, o Indie Lisboa merece o "prémio" «Don't Believe The Hype/Tantas Salas Simultâneas e Nada de Jeito Para Ver». Também foi muito feia a manobra de diversão que encenaram a meio do Festival de Cinema Europeu do Estoril para lançarem uma... reformulação gráfica.
+ Filmes & séries de TV:
Além das doses cavalares de filmes orientais (entre os quais os belíssimos «Paprika» e «Stranger Of Mine»), 2007 foi o ano de «Sicko», «Death Proof», «Planet Terror», «Jellyfish», «C.R.A.Z.Y.», «California Dreamin' (Endless)», «Bal-Can-Can» ou «Wristcutters: A Love Story».
E de muitas e boas séries (umas melhores, outras piores) como «Dexter» (temporadas 1 e 2), «October Road» (1 e 2), «Californication», «The Shield», «House», «Sopranos», «Arrested Development», «The Simpsons», «South Park», «Bionic Woman», «Pushing Daisies», «Ugly Betty», «L Word», «Heroes» ou «Prison Break».
+ Livros:
Infelizmente não tenho muito tempo para ler, mas para além dos óbvios Peixoto e Lobo Antunes, li com muito agrado «O Homem Que Queria Ser Lindbergh» de João Lopes Marques - uma obra muito actual sobre a Nova Europa, viagens, companhias low-cost, infidelidades e "esqueletos nos armários" - e «As Lendas do Quarteto 1111» de António Pires - fascinante viagem no tempo contada pelas memórias dos protagonistas na primeira pessoa (fazem falta biografias como esta; António Pires, Nuno Galopim, João Carlos Callixto ou Vítor Junqueira: prossigam com mais edições, por favor).
+ Concertos & festivais de música:
Apesar de o som ter estado muito abaixo da média, o Primavera Sound, em Barcelona, continua a ser um grande festival para quem gosta de música independente (rock/electrónica). Este ano foi possível ver por lá belos concertos como os de Comets On Fire («Blue Cathedral»), Fujiya & Miyagi, Blonde Redhead, Band Of Horses (apesar das dificuldades técnicas), Beirut, Hot Chip, Black Mountain, DJ Yoda, Sonic Youth («Daydream Nation»), The Long Blondes, Battles, Grizzly Bear, Shitdisco, Nathan Fake, Erol Alkan ou Of Montreal, e ainda showcases organizados pelo MySpace com alguns dos artistas agendados para os diversos palcos, como o caso dos Maxïmo Park e Grizzly Bear a actuarem em formato acústico. Uma excelente ideia que alguém devia "plagiar" para Portugal.
Glastonbury... Foram tantas e tão diversas as emoções e sensações ao longo daqueles 4 dias que é difícil verbalizar - Björk inovadora na multimédia, Iggy Pop com invasão de palco de 300 pessoas, Killers com fogo de artificio e Gossip na tenda John Peel foram os highlights mas, por exemplo, gostei muito do Patrick Wolf e do Mika - choque; o álbum não vale um chavo, mas ao vivo o gajo rodeia-se de excelentes músicos e não haja dúvidas de que sabe bem o que está a fazer; ver a relva bem verdinha, o pôr-do-sol na "mini-Stonehenge" do recinto, antes da chuva e do incrível lamaçal que se formou em três tempos; o filme fabuloso que é «This Is England»...
Em Portugal, depois do Creamfields (também conhecido como Rock In Rio dos pobrezinhos), o Alive! trouxe finalmente White Stripes e Beastie Boys a Portugal (além de outras bandas mais pequenas). Se os White Stripes já viveram melhores dias (Primavera Sound 2003 foi fabuloso e Glastonbury 2005 foi muito bom), o mesmo não poderei dizer dos Beastie Boys (Trans Musicales 2004 não foi tão bom), que deram um espectáculo interessante no Alive! e outro memorável na Aula Magna (capazes de improvisar contra a vontade do Tour Manager, chateado pela oferta não programada de «3 MC's And One DJ»). Do SBSR safaram-se os Gossip, Scissor Sisters, Arcade Fire e LCD Soundsystem (o resto foi um lodo previsível com o pior som de sempre; excepção para Clap Your Hands, Klaxons, The Jesus And Mary Chain e Interpol que foram péssimos). Com Vilar de Mouros em off inventa-se um festival em três tempos com bons artistas mas pouca promoção. O Dance Station - mesmo assim, festival electrónico do ano, a anos-luz do Creamfields - teria corrido melhor em dois dias, com as actuações a começarem depois das 22h (evitando que Erol Alkan e Chk Chk Chk tocassem para meia dúzia de pessoas) e palcos simultâneos a menos de 2 km com obstáculos pelo meio. E que dizer do FMM Sines? Ao nono ano continua fresco em propostas, com excelentes concertos e grandes condições de visualização/acústicas. Gogol Bordello foi, sem dúvida, senão o concerto, um dos melhores concertos do ano. E Paredes de Coura, claramente em ano menor, que os teve logo a seguir, coloca-os a meio da tarde. Claro que dão o melhor concerto do festival, mas bolas, teria sido muito melhor (re)vê-los a fechar um dos dias. Antes disso, a sudoeste algo de novo. Três palcos a sério com concertos concorridos e interessantes. Destaque para The National, Of Montreal, Datarock, Patrick Wolf, Vanessa da Mata, I'm From Barcelona e para os sempre dinâmicos Babylon Circus. Entretanto, na ilha de Santa Maria, no festival Maré De Agosto, um encontro informal entre o brasileiro Marcelo D2 e o português Sam The Kid causava sensação. Uma colaboração que resulta em pleno. Na recta final do ano Portugal assiste aos belos concertos de Seu Jorge, Xutos multimédia no Campo Pequeno e reuniões históricas do Quarteto 1111 no Campo Pequeno e no MusicBox. Para o ano há mais.
2008:
Bilhetes para os concertos mais baratos e com as condições acústicas, sobretudo dos festivais, melhoradas.
Mais e melhores documentários musicais feitos em Portugal.
(Destak)
GONÇALO FROTA:
Discos (aldrabice incluída):
Tinariwen «Aman Iman» (Independiente)
Panda Bear «Person Pitch» (Paw Tracks)
M.I.A «Kala» (XL)
WrayGunn «Shangri-La» (NorteSul)
Ana Moura/Grinderman «Para Além da Saudade»/«Grinderman» (Universal/Mute)
2007:
Passar três semanas na Índia a concluir que o mundo é uma aldeia, menos naquele magnífico (embora dolorosamente pobre) país que, por acaso, até é um mundo que não é uma aldeia.
Estar fechado numa igreja durante hora e meia a assistir ao mais belo espectáculo deste ano, pela mais bela voz da pop desta década: Camille e companhia às voltas com composições de Benjamin Britten e canções religiosas de todo o mundo.
Sorver sofregamente aquilo que os corpos de Paulo Ribeiro e Leonor Keil disseram sobre a intimidade em «Malgré Nous, Nous Étions Là»; perceber que poucos como Paulo Ribeiro (na coreografia «Masculine») e Meg Stuart (ciclo na Culturgest e no CCB) continuarão a ser verdadeiramente estimulantes e desviantes no contexto da dança contemporânea.
Pasmar (e babar com envergonhados pedidos de desculpas a quem estava ao lado) com a forma inebriante e vertiginosa com que Uri Caine insiste em fazer descer as suas mãos sobre o teclado de um piano (Dias da Música, CCB). Ao longe parecem ‘sapatadas’, quase aleatórias, que, no entanto, produzem o som mais harmonioso e perfeito deste mundo.
Atirar foguetes e subir o volume (da aparelhagem, da televisão, do discman – sim, o mp3 nunca saiu da gaveta – e não, não é orgulho, é falta de paciência) sempre que, com ou sem surpresa, a «Umbrella» da Rihanna entra em órbita.
2008:
Que cada vez mais nos vejamos ‘obrigados’ a fugir de Lisboa para ver certos espectáculos. Que Mão Morta no Theatro Circo de Braga ou Rui Horta n’O Espaço do Tempo, em Montemor-O-Novo, passem de excepção a (no mínimo) uma aproximação de regra.
Que «Persepolis», o filme de animação que parte da obra-prima da BD homónima da autora iraniana Marjane Satrapi, se estreie finalmente em Portugal.
(semanário Sol)
GONÇALO SÁ:
Alex Beaupain «Les Chansons d'Amour» (Naïve)
New Young Pony Club «Fantastic Playroom» (Modular)
The Chemical Brothers «We Are the Night» (Virgin)
Bat For Lashes «Fur and Gold» (EMI)
Gui Boratto «Chromophobia» (Kompakt)
2007:
Entre a nu rave (o que quer que isso seja), o techno minimal, o regresso do french touch, algum dubstep, novos nomes do shoegaze e três ou quatro singer-songwriters, deixo 2007 com memórias de muitos bons discos mas poucos que de facto me arrebataram.
Por isso, os cinco acima bem podiam ser substituídos pelos de Maps, Au Revoir Simone, Pantha du Prince, Modeselektor ou Laura Veirs. Ou pelos de Patrick Wolf, Asobi Seksu ou PJ Harvey, já para não falar dos que ficaram por ouvir e que, como muitas vezes acontece, podem levar a que a lista seja alterada daqui a uns meses.
Nos concertos - e este ano foram muitos - houve surpresas maiores, caso dos Chemical Brothers no Dance Station (com a estação do Rossio a funcionar enquanto excelente palco para a dupla), os Bloc Party no Coliseu (que obrigaram a reavaliar o novo álbum), ou os Interpol no mesmo espaço (idem).
Mais marcante ainda, a inesquecível estreia dos The Go! Team, ou outra aguardada há mais anos e compensada com uma dose tripla - os Nine Inch Nails, que ao vivo mostraram a energia que faltou em «Year Zero». Enérgicos, e muito concorridos, foram também os Cansei de Ser Sexy no Lux, e os Soulwax obrigaram à dança no Creamfields. Dos nomes nacionais, Da Weasel e os Clã demonstraram a habitual mestria ao vivo, e os U-Clic e sobretudo os Micro Audio Waves confirmaram que merecem mais palcos.
2008:
A música na rádio e na televisão: programas de autor precisam-se.
(website SAPO)
ISILDA SANCHES: