Quinta-feira, 10 Setembro, 2015

JAMES WELBURN Hold CD

€ 12,50 CD Miasmah

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É “Naught”, que abre o disco, que impõe a respiração ofegante Swans – uma comparação que parece ter ficado colada a este disco. Não é de todo descabido, embora seja um tiro no ar que por sorte acerta no pássaro, e não propriamente um golpe de olho bem dado. “Naught” tem esse pulsação, sim, mas vai evoluindo lentamente para a electrónica num campo onde, por que não, está Ben Frost. Mas, sabendo que também Ben Frost esteve em Swans, eis que este texto faz a circunferência fechar-se. Mas “Hold” não é só este iniciático golpe de misericórdia asfixiante e poderoso – o tema é francamente bom, caso não tenhamos sido claros -, porque a cavalgada eléctrica e electrónica (guitarra processada e muitas paredes de som da guitarra e de sintetizadores) prossegue até quase ao fim, quando um delirante manto drone ameaçador vai terminando o álbum. Juntos de outras viagens, James Welburn volta a colaborar com Tony Buck dos Necks para marcar o ritmo, e tudo o resto é feito com paixão pelo design sonoro que sem mais nenhuma ajuda nos corta ao meio como uma faca de samurai. É um daqueles discos feitos para ser tocado muito alto, porque é preciso ouvir todas as suas partículas, toda a sua escala, toda a sua estrutura, toda a sua negritude. Um disco feito entre a Noruega, Alemanha e Inglaterra; e um bocadinho de sangue português. Desde “Aurora” de Ben Frost que um disco não nos obrigava tanto a mexer no botão do volume.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Segunda-feira, 25 Maio, 2015

FLASH #354

Emissão de 24 de Maio de 2015.
Oxigénio, 102.6 MHz ou http://www.oxigenio.fm
Domingos 22-23h

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JOHN T. GAST Infection CD/LP Excerpts (Planet Mu)
LINKWOOD Object CD/3LP Expressions (Firecracker)
BJORN TORSKE Station To Station CD/2LP Nedi Myra (Smalltown Supersound)
MATMOS Aetheric Vehicle CD The Marriage Of True Minds (Thrill Jockey)
VAKULA Liquid Opal 2CD/3LP A Voyage To Arcturus (Leleka)
ANDREA BELFI Roteano CD Natura Morta (Miasmah)
THE NOTWIST Das Spiel Ist Aus CD / 2LP The Messier Objects (Alien Transistor)

Quase todos os títulos disponíveis na loja física da Flur.
Download desta emissão


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Quinta-feira, 23 Abril, 2015

KRENG The Summoner CD

€ 15,50 € 12,50 CD Miasmah

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É ainda escuro o mundo de Kreng. “The Summoner” é o quarto álbum tingido de negro para o belga Pepijn Caudron e se conseguirem ler o nome dos temas vão perceber o que mexe com os sentimentos de Kreng: “Denial”, “Anger”, “Bargaining”, “Depression”, “Acceptance”,… Dor e os seus estágios, como sempre afogados em dark ambient electroacústico tremendo, que estremece paredes e a alma de quem ouve estas coisas com o sistema de som adequado. O vento é nórdico, gélido, aquecido ligeiramente pelos arranjos de cordas que pontuam partes da narrativa – uma boa novidades na sua composição. A primeira metade é feita em regime de reconstrução, com um ensemble de 12 músicos de cordas a convocar o espírito de Ligeti. É um lugar-comum dizer que estas coisas parecem bandas-sonoras, mas a quantidade de imagens que nos aparecem e a fluidez narrativa do álbum inteiro faz-nos imaginar um mundo bem diferente do nosso. Ou então, um mundo que existe mas que desconhecemos. De uma ou de outra maneira, uma aventura.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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Quinta-feira, 16 Abril, 2015

ANDREA BELFI Natura Morta CD

€ 15,50 € 12,50 CD Miasmah

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Há músicos de quem suspeitamos que têm gémeos escondidos que se desdobram continuamente sem que alguém dê conta. Vemos os seus nomes em concertos e discos a um ritmo estonteante e, pensamos nós, pouco humano. Sabemos que há malta trabalhadora e depois há quem desafie a lógica. Uns são aplicados e arregaçam as mangas, outros tornam-se figuras essenciais numa cena que os convoca perpetuamente, como se fosse fundamental estarem presentes. Andrea Belfi tem sido um destes peões num largo xadrez que ultrapassa a sua cidade de acolhimento. Em Berlim, é um activo baterista, mas não é apenas em projectos regulares. Na verdade, o seu valor torna-se claro quando muitas das experiências que acontecem na capital alemã o chamam para cumprir aquela tarefa que separa os bons dos menos bons: um baterista que tenha improvisação no sangue e tenha uma mente aberta para músicas longe do jazz. É por isso que “Natura Morta” é o que é: de género indefinido, com processamento e electrónica que expande ao infinito as suas habilidades percussivas, ritmo hipnotizante, ambiental tenso mas cheio de formas espirais. É raro encontrarmos um baterista que procure tanto os espaços entre os sons, que não fique preso à sua arte principal, e que nos dê um disco a solo com tanto para ouvir. Uma maravilha, bem viva.

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Terça-feira, 14 Maio, 2013

SVARTE GREINER Black Tie CD

€ 15,50 € 11,95 CD Miasmah  ENCOMENDAR

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A nossa memória tinha deixado Svarte Greiner com “Penpals Forever (& Ever)” há uns anos. Nesse disco, aquele rendilhado de pormenores que marcou a estreia começava a estender-se no tempo, amassando tudo à volta e dando-nos um género de ambientalismo de que gostamos muito – o negro. “Black Tie” prossegue a neblina, agora mais fantasmagórica porque a inclusão de instrumentação apenas faz sobressair a atmosfera densa que se distende pelos dois longos temas – o outro tema chama-se “White Noise”… percebem a citação? Na verdade, “Black Tie” parece nascer dos instrumentos e do seu processamento electrónico, criando uma dupla realidade para o mesmo som – mesmo que sejam, aos nossos ouvidos, parentes distantes. Erik K Skodvin é o dono deste projecto, é norueguês, e prolonga uma tradição incrível do seu país em criar este tipo de cristalização sonora. Pensem em Thomas Köner para terem uma ideia da profundidade da viagem, pensem em Deaf Center (o outro projecto de Erik) para terem uma ideia das cores destes sons. Tenso, tenebroso e arrepiante são, curiosamente, grandes elogios.

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Sábado, 23 Março, 2013

B/B/S Brick Mask CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Miasmah

€ 14,95 LP Miasmah

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“Brick Mask” nasce em Berlim, onde Andrea Belfi tenta viver no meio das suas constantes viagens e digressões. Junta três vértices quase, quase improváveis, mas com o destino de fazerem algo acontecer dessa mesmo improbabilidade. Erik Skodvin é o nome verdadeiro de Svarte Greiner, o patrão da editora Miasmah, e Aidan Baker é conhecido por ser quem é mas também por ter os Nadja – ou seja, guitarras e baixo contra a bateria e percussão de Andrea Belfi, ou ainda, o manto denso e ambiental de um lado contra uma certa energia free que emana da bateria do italiano. Talvez não cheguem lá, mas ouvindo, as comparações com Supersilent são fortes apesar das distâncias geográficas. Contudo, há mais electricidade e groove, há mais negro na paleta de cores, e sem nunca acontecer, o rock acaba por espreitar pelo meio da nuvem de som. Duas claras vitórias neste jogo: as incríveis texturas e rítmo surdo de Skodvin e Baker, e o frenético e explosivo jogo percurssivo de Belfi. Se já tinham ficado espantados com a versatilidade de Belfi nos The Swifter, não esperem menos neste outro trio. Grande disco.

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Quarta-feira, 18 Julho, 2012

Promoções Electrónica / Experimental – Só até 31 de Julho!!!

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Não é um som de Verão, muito menos para o calor que esta semana  nos trouxe, mas na maioria são discos com música para nos colocar a cabeça fria. Tudo álbuns incríveis – não exageramos. Ursula Bogner, Black Swan, Perispirit, Chubby Wolf, Altar Eagle, Heavy Winged, Lawrence English… Mas, como tudo na vida, há algumas coisas que ficam para trás na selecção natural. São discos que merecem um segundo olhar, nada melhor para chamar a atenção para isso do que um novo preço. Até 31 de Julho vão poder adquirir os discos da lista abaixo com o preço a vermelho. Depois disso, volta tudo ao preço riscado. Promoção só com artigos em vinil e limitada ao stock existente. Sigam os links disponíveis para saber mais um pouco sobre os discos que destacámos no passado.

Altar Eagle «Mechanical Gardens – Edição Limitada [LP]» (Type) Electrónica, € 13.95 eur 8.95 eur
Bitchin Bajas / Faceplant
«Conciousness 1/2 / Dickie Domecon… [LP] (Bathetic) Electrónica, € 16.50 eur 9.95 eur
Black To Comm
«Fractal Hair Geometry [LP]» (Dekoder) Electrónica, € 16.50 eur 9.95 eur
Celer «Evaporate & Wonder [LP]» (Experimedia) Electrónica, €14.95 eur 9.50 eur
Charlie Nothing
«Inside / Outside [LP]» (Everit) Clássica/Contemp, € 19.95 eur 9.95 eur
Charlatan
«Triangles [LP]» (Digitalis) Experimental, 16.50 eur 9.95 eur
Chubby Wolf
«Turkey Decoy – Edição Limitada [LP]» (Digitalis) Electrónica, € 17.95 eur 9.95 eur

Cleared
«Breaking Day [LP]» (Immune) Experimental, € 19.50 eur 10.95 eur
Concern
«Truth & Distance [LP]» (Digitalis) Experimental, € 23.95 eur 9.95 eur
Emuul
«The Drawing Of The Line – Edição Limitada em Vinil Azul [LP]» (Digitalis) Electrónica, € 15.95 eur 9.95 eur

Frak «Muzika Electronic – Edição Limitada [LP]» (Digitalis) Techno/Electro, € 15.95 eur 9.95 eur
Ensemble Economique
«Standing Still, Facing Forward [LP]» (Amish Records) Experimental, 22.50 eur 11.95 eur
Golden Retriever
«Light Cones [LP]» (Root Strata) Electrónica, € 14.95 eur 9.50 eur
Heavy Winged
«Sunspotted [LP]» (Type) Electrónica, € 13.95 eur 8.95 eur
Imaginary Softwoods «Imaginary Softwoods – Edição Limitada [2LP]» (Digitalis) Pop/Rock, € 27.95 eur 12.95 eur
Jon Mueller
«Alphabet Of Movements – Edição Limitada [LP]» (Type) Electrónica, €14.95 eur 8.95 eur
Keith Freund
«Constant Comments – Edição Limitada [LP]» (Experimedia) Experimental, € 16.50 eur 9.95 eur
Main Attrakionz«808s & Dark Grapes II – Edição Limitada [2LP]» (Type) Electrónica, € 22.95 eur 11.95 eur
Matt Baldwin
«Paths Of Ignition [LP]» (American Dust) Experimental,19.50 eur 9.95 eur
Matt Baldwin
«Night In The Triangle [2LP]» (American Dust) Electrónica, € 18.95 eur 9.95 eur
Mind Over Mirrors
«The Voice Rolling – Edição Limitada [LP]» (Digitalis) Electrónica, € 15.50 eur 9.95 eur
Nova Scotian Arms
«Cult Spectrum – Edição Limitada [LP]» (Digitalis) Electrónica, € 14.95 eur 9.95 eur
Perispirit
«Spiritual Church Movement – Edição Limitada [LP]» (Digitalis) Electrónica, € 15.50 eur 9.95 eur
Rafael Anton Irisarri «Reverie [LP]» (Immune) Electrónica, € 15.50 eur 9.95 eur
Red Horse
«Red Horse II [LP]» (Type) Electrónica, € 17.50 eur 9.95 eur
Richard Youngs «Core To The Brave [LP]» (Root Strata) Experimental, € 16.50 eur 9.95 eur
Scott Tuma «Not For Everybody [LP]» (Immune) Electrónica, € 15.50 eur 9.95 eur
Sean McCann «Sincere World [LP]» (Amethyst Sunset) Experimental, € 19.50 eur 9.95 eur
Sean McCann & Matthew Sullivan «Vanity Fair [LP]» (Recital One) Electrónica, € 16.50 eur 9.95 eur
Simon Scott «Bunny [LP]» (Miasmah) Electrónica, € 12.50 eur 8.50 eur
Starving Weirdos «B/P/M Series 1 [LP]» (Blackest Rainbow) Experimental, 14.50 eur 9.95 eur
Starving Weirdos «Live At The Resident! [LP]» (Blackest Rainbow) Experimental, 14.50 eur 9.95 eur
Ursula Bogner «Sonne = Blackbox [LP]» (Faitiche) Electrónica, € 12.50 eur 9.95 eur


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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

SCOTT TUMA Dandelion CD

€ 14,50 € 11,95 CD Digitalis  ENCOMENDAR

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Edição em CD de um disco já antigo da Digitalis, esgotado há algum tempo. “Dandelion” em CD inclui mais de meia-hora de material novo, seguindo a linha estética do restante álbum. Tuma trabalha muito a partir de sons que grava e que incorpora naquilo que toca. A forma como trabalha todo esse material parece agora distante do catálogo actual da Digitalis (colocaríamos mais facilmente este disco no catálogo da imaculada Miasmah). Há um trabalho fenomenal na acústica de som, uma preocupação fascinante de juntar o novo com o velho, uma espécie de primo afastado de Leyland Kirby, mas onde Kirby parece fascinado com uma ideia de memória muito sua, Scott Tuma trabalha mais a partir da forma de um álbum, quase como se este “Dandelion” fosse um programa musical de rádio. Seja pelos interlúdios musicais ou pela forma como interliga momentos mais densos com outros mais leves, quase como um desejo de manter um equilíbrio na narrativa que constrói neste álbum. Talvez por isso, um dos temas extra nesta versão em CD seja “Intermission”, vinte minutos de rádio brasileira que nos levam para outro tempo, outro lugar, outra história. O mais bonito é que a meia-hora anterior prepara-nos para isso, e os quinze minutos que se seguem devolvem-nos ao nosso presente com uma certa categoria.

 


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Sexta-feira, 8 Junho, 2012

GARETH DAVIS & FRANCES-MARIE UITTI Gramercy CD / 2LP

€ 15,50 € 11,95 CD Miasmah  ENCOMENDAR

€ 15,50 2LP Miasmah  ENCOMENDAR

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De Gareth Davis sabíamos que tinha colaborado com os Machinefabriek; de Frances-Marie Uitti sabíamos muita coisa desde há muitos anos. Ou seja, um encontro entre um clarinetista com pouco currículo mas com algum interesse pelas coisas que gostamos e uma violoncelista que se colocou há muito no topo das sumidades do seu instrumento. Nada de mau poderia nascer daqui, e “Gramercy” não desmerece a nossa curiosidade. Soberba noção de espaço, com o som de ambos os músicos a querer ocupar tudo o que existe à nossa volta, sem que nunca deixe de ser igualmente frágil, detalhado, complexo e emotivo. Tanto nos convence da qualidade das suas composições como parece ser um esforço notável de improvisação. Rejeitando encontrar a verdadeira natureza de “Gramercy”, ouça-se esta edição da Miasmah como um portento de design sonoro. É, à falta de melhor termo, música contemporânea, no sentido erudito, que tanto encontra par na escola meta-religiosa ECM como nas ideias libertárias de Hildur Gudnadóttir. Uma boa surpresa para os amantes do pós-clássico que gostam da sua música com dois dedos de improv. Ou vice-versa.

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Sexta-feira, 24 Fevereiro, 2012

GULTSKRA ARTIKLER Abtu Anet LP

€ 13,50LP Miasmah

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A Miasmah tem um catálogo pequeno, coerente em vários sentidos. Pela qualidade das edições (não há um disco abaixo do muito bom), pela homogeneização do seu som e pela procura de trabalhos com ligação à electrónica com um carácter único. O russo Gultskra Artikler (Alexey Devyanin) já tinha  editado aqui no passado o belíssimo “Kasha Iz Topora”; agora voltou para ultrapassar esse feito com este “Abtu Anet”. A fórmula é a mesma, mistura elementos da folk tradicional com electrónica, field recordings, fazendo lembrar “música do mundo” sofisticada sem uma conotação pedante. Pensa muito na sua música e isso nota-se nos detalhes, “Abtu Anet” está cheio deles, de uma forma quase pertubadora, que quase nos faz separar das linhas sonoras principais. É necessária uma abstracção disso tudo e sentir um pouco daquilo que está à superfície e só depois entrar nos pormenores. É belíssimo num primeiro impacto, mas vale a pena descobrir o que há para além disso, como se Alexey nos quisesse seduzir ainda mais para o seu mundo muito particular.

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Sexta-feira, 17 Fevereiro, 2012

V/A Pop Ambient 2012 CD / LP+CD

€ 14,95 € 12,50 CD Kompakt

€ 16,50 € 13,95 LP+CD Kompakt

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Edição 2012 para a famosa série “Pop Ambient” da Kompakt. Nem tudo é pop e techno em Colónia, e por isso há sempre uma revisitação anual ao lado mais expansivo da electrónica actual. Começa com uma surpresa: Mohn é um novo projecto de Joerg Burger e Wolfgang Voigt. Chamam-lhe ambient-grunge, mas mais não é do que ambientalismo poderoso, como não seria de esperar outra coisa. Superpitcher ou Marsen Jules são celebridades, mas de Morek não sabemos nada e é suposto nada sabermos – diz-se que é conhecido por todos e que a sua identidade é uma surpresa. Há Magazine ecoando pelos corredores, óptimo Triola (Joerg Burger) que quase parece Koss, mais Voigt com um pedaço inesperado de ambiental clássico avant la lettre, Bvdub é música chinesa com sotaque americano, Marsen Jules é jazz desfeito na sua habitual câmara de ecos, Simon Scott estreia-se na Kompakt depois de um óptimo álbum na Miasmah, e o senhor The Field, que se chama também Loops Of Your Heart, faz justiça ao nome e mostra-nos o Cosmos. Música para todos os gostos e feitios, mas com o denominador comum de nos fazer contemplar o momento. Só falta mesmo a editora começar a investir mais nas capas.

CD: 01. Mohn “Manifesto” 02. Superpitcher “Jackson” 03. Morek “Pan” 04. Magazine “The Visitor’s Bureau (Magazine Edit)” 05. Triola “Richmodis” 06. Wolfgang Voigt “Rückverzauberung 5″ 07. bvdub “Your Loyalty Lies Long Forgotten” 08. Marsen Jules “Swans Reflecting Elephants” 09. Simon Scott “For Martha” 10. Loops Of Your Heart “Riding The Bikes”

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Quinta-feira, 15 Dezembro, 2011

Flur: favoritos 2011 ELECTRÓNICA / EXPERIMENTAL


10 anos depois de termos aberto as portas pela primeira vez, 9 anos e meio depois de termos começado a enviar as nossas comunicações por email, é inevitável achar que nos repetimos regularmente. Ou antes, há um processo cumulativo que pouco acrescenta ao que já foi dito antes. Em relação a nós, em relação a vocês também. Os nossos agradecimentos são sempre os mesmos, mas não é por isso que os consideramos menos importantes. Eles fazem parte da nossa estrutura, são um elemento talvez pouco palpável para quem olha de fora mas, para nós, são a resposta lógica, singela e 100% obrigatória a tudo de bom que vocês fizeram acontecer para nós em mais um ano de existência. É um disparate falar de crise quando é óbvio que vivemos num novo paradigma, e é a ele que, para já, temos de nos adaptar. A nossa teimosia crónica em diversificar este negócio (nós gostamos de vender discos, ponto final) significa maior aperto num dia-a-dia em que os discos são cada vez menos importantes para a pessoa média que até gosta de música. Em 2011, intensificando o que já escrevemos no ano passado (lá está), “o vosso comércio foi mais importante do que nunca, para nós” VEZES 10! O aumento da escala pode ser simbólico, mas a realidade dos factos é tudo menos simbólica, é efectivamente de carne e osso. O nosso território parece cada vez mais reduzido e, paradoxalmente, deixa mais espaço para nos sentirmos mais sozinhos. As vossas visitas e pedidos alimentaram um ano em que já usámos o cinto uns furos abaixo. A única real abundância foi de discos bons, música importante que não nos cansamos de tentar arranjar para depois tentar vender. De um ano extraordinariamente importante para toda a gente que está viva poderá sair uma mudança de atitude que modifique a tendência sombria do futuro. Nós (e outros negócios como nós) estamos no limite do possível para continuar a trabalhar, não se trata de atitude mas de condições. Em termos de atitude, parte da Flur, juntamente com amigos de Filho Único, fecha completamente os olhos aos números frios do mercado e participa no lançamento das bases de uma nova editora (Príncipe) com o objectivo de mostrar música marginal, pouco ou nada exposta, ligada à nossa identidade e localidade, a algumas raízes e influências próximas de nós. Portugal talvez seja terminalmente disfuncional, mas nós e os nossos (o mesmo deverão dizer vocês) temos não só o potencial como ferramentas concretas para sermos importantes. Só é desconfortável pensar que isso, agora, foi elevado á categoria de Desígnio Nacional.

Terminámos um ciclo de dois anos de conversas no Teatro Maria Matos: a última sessão Super Disco aconteceu em Junho, o convidado foi Vitor Rua. Durou meio ano em 2011, mas os agradecimentos são merecidos por inteiro: à Rádio Oxigénio, que mensalmente transmitiu as sessões; à MK2, imprescindível para que tivessemos o equipamento necessário; ao Teatro Maria Matos, pela confiança, cedência do espaço e acompanhamento técnico. A Isilda Sanches e o Rui Miguel Abreu ajudaram a enriquecer as conversas com alguns convidados.

Record Store Day na Flur e Bica do Sapato – ANO III: a reunião anual de família e amigos, em 2011, aconteceu pela primeira vez sob um Sol caloroso e assim se cumpriu a ideia original de plena fruição da esplanada da Bica do Sapato em regime quase estival. June e Niagara tocaram ao vivo, com todo o trabalho técnico e dedicação que isso implica; Alcides e Nuno Bernardino fizeram óptimos sets com discos verdadeiros para que se pudesse prolongar a ocasião. No interior da loja actuaram Tiago Sousa, Afonso Pais & JP Simões + Carlos Barretto. Ao balcão tivemos ajuda de Inês Coutinho, Rui Pregal da Cunha, Susana Pomba, Rui Vargas e Silk (Cais Sodré Funk Connection). A logística, como sempre, só foi possível com a ajuda preciosa do Lux e da Bica do Sapato.

Cumprimos dois anos e meio de emissões semanais na Rádio Oxigénio (Domingos 22h – 23h), a quem agradecemos o abrigo, e também ao Lux e ao Luis Franjoso pelo apoio técnico.

A revista Time elegeu a figura genérica do Protestante como personalidade do ano. Para nós, é a figura genérica do Cliente que merece vénias. É uma figura humanóide que transporta notas, moedas e cartões nos bolsos ou em carteiras, não é alto nem baixo, nem gordo nem magro, é simultaneamente masculino e feminino e é cada vez em menor número. Respeito.


electrónica / experimental

Um ano particularmente bom nesta família de música. Se é utópico, hoje em dia, procurar avanços declarados em direcção ao futuro da música (e é aqui que eles deveriam acontecer), é totalmente legítimo celebrar quem utiliza as suas referências ou liberdade de expressão de forma pessoal, dedicada e, até genial. 2011 brilhou também pela consistência de algumas gravações feitas em Portugal – pessoas em quem confiamos e que operam, artisticamente, a um nível que já não pode ser encarado como “a versão portuguesa de…”. Neste sector, Pedro Magina, Calhau! e a dupla incendiária Sei Miguel / Pedro Gomes gravaram alguma da música que mais nos entusiasmou este ano (e, por favor, não vamos cair no erro de a encerrar apenas em 2011) e vincaram bem as respectivas personalidades musicais. Sobre outras escolhas poderão ler mais abaixo o que pensamos que é mais importante partilhar convosco. Uma lista de 10, aqui, funciona por conveniência – gostámos de mais música mas não vamos aborrecer-vos com isso. Se a curiosidade faz parte da vossa natureza procurem ouvir aqueles discos que não conhecem, são todos bons.
: )


A Winged Victory For The Sullen “A Winged Victory For The Sullen”
CD / LP (Erased Tapes)

Disco belíssimo – não há volta a dar. Os discos preferidos do ano costumam precisar de uma ideia de robustez, às vezes falsa, para aguentar a exposição a todos que consomem e, mais importante, ajuizam estas listas. Mas esta estreia ergue-se da fragilidade, da teia finíssima de emoções entre o piano crepuscular de Dustin O’Halloran, os ambientes electro-estáticos de Adam Wiltzie (ex-Stars Of The Lid) e pequenos apontamentos de câmara. Ouvir este disco, no meio destes todos, é como receber um raio de sol através de um vitral colorido.

Leia o que escrevemos antes

Alva Noto + Ryuichi Sakamoto “Summvs”
CD (raster-noton)

Desenganem-se se acham que está tudo dito e feito entre Nicolai e Sakamoto. Depois do habitual momento de dúvida, a audição de “Summvs” esclarece-nos que há ainda ideias incríveis para explorar. E se excluirmos a magnífica carta fora do baralho com o Ensemble Modern – se não têm “utp_” não devem ler mais linhas deste texto! -, este disco pode bem incluir a melhor música que os dois já fizeram em conjunto. Com rara minúcia de artesão, “Summvs” é um dos álbums mais perfeitos e acabados do ano, longe, bem longe, do paradigma da electrónica + piano que muitos julgam possuir.

Leia o que escrevemos antes

Calhau! “Quadrologia Pentacónica”
LP (Rafflesia)

Parece vir de um mundo parado, mas isso é só a ideia de quem nunca viu Calhau! ao vivo. Este álbum joga, em primeiro lugar, com as palavras e o sentido das mesmas. Depois, exibe artesanato electrónico que, em vez de anacrónico, excita a imaginação para fantasias surreais no presente. “Quadrologia Pentacónica” chegou imediatamente aos nossos corações com apelo certificado de futurismo victoriano, um objecto simultaneamente clássico e vanguardista. Calhau! inventa.

Leia o que escrevemos antes

James Ferraro “Far Side Virtual”
LP (Hippos In Tanks)

Nos últimos três anos, grande parte da música pop feita deve muito a James Ferraro e ao seu trabalho com Spencer Clark nos Skaters. Passou também a receber mais atenção porque finalmente se dedicou a edições com maior visibilidade, fora do universo das cassetes e dos CDRs. Este “Far Side Virtual” não é certamente o disco que se esperava, mas é uma abordagem visionária à forma como tratar a library music no século XXI. Isto em cima de um discurso inteligente que Ferraro sempre teve mas ao qual só há pouco se começou a prestar alguma atenção.

Leia o que escrevemos antes

Kwjaz “Kwjaz”
LP (Not Not Fun)

“Kwjaz” aterrou como uma espécie de ovni no meio do Verão e com o tempo sedimentou-se como o lançamento mais forte da Not Not Fun (e não só) deste ano. Reedição de um álbum que havia saído em cassete no final do ano passado pela Brunch Groupe, editora da responsabilidade de Peter Berends, o mestre das colagens por detrás de Kwjaz, e Joe Knight (Rangers). Duas peças, uma para cada lado, que se trabalham como se fossem a abordagem a uma mixtape perfeita, com um jeito de Madlib a cruzar-se com outros universos, passagens por Jon Hassell, bossa, e um sentimento de algo tão fresco como os Skaters há quase uma década, mas a acontecer agora.

Leia o que escrevemos antes

Oneohtrix Point Never “Replica”
CD / LP (Software)

“Replica” é uma espécie de resposta à altura para quem achava que a fórmula OPN estava já perfeitamente descodificada, mesmo tendo na memória a estrondosa surpresa de “Returnal”, há um ano, na Mego. Música de anúncios de TV, de arquivo, mastigada por uma ideia pessoal de sampling à Nurse With Wound, tudo montado e retrabalhado como se fosse necessário acreditar que “Blade Runner” precisaria de uma nova banda sonora. Para quem chegou a pensar que a música de Lopatin se resumia a voos ambientais planantes, “Replica” desenha-nos um dos mais ricos, intrincados e perpétuos álbuns do ano.

Leia o que escrevemos antes

Pedro Magina ”Nineteen Hundred And Eighty Five”
CASSETE (Not Not Fun)

A cena cósmica foi intensa, em 2011, e gostámos muito de vários discos porque somos tolos por esse som. Na tarefa difícil de escolher um representante, elegemos Pedro Magina não apenas por razões sentimentais (esta é a nossa selecção do ano, totalmente parcial) mas porque a delicada e íntima composição de Magina tocou-nos de forma mais evidente. As pulsações rítmicas e sucessão de ondas ambientais construiram um álbum sério de movimentação cósmica, não somente mera contemplação. Saiu apenas em cassete, para alguns privilegiados que mantêm vivo o formato.

Leia o que escrevemos antes

Roll The Dice ”In Dust”
CD / 2LP+CD (Leaf)

Se com o álbum homónimo, no ano passado, já vislumbrávamos o céu, com “In Dust” viajamos pelas estrelas e descobrimos um cosmos cheio de imagens, cores, formas e movimento. Grande parte das vezes é um movimento em espiral, mas é essa rota irregular que nos faz entrar em hipnose, celebração e êxtase, como se o delírio de “E2-E4” se tivesse fragmentado em mil pedaços autónomos. Houve um punhado de discos assim, mas nenhum com esta magnitude épica irrepreensível.

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Sei Miguel & Pedro Gomes “Turbina Anthem”
CD / LP (NoBusiness)

Durante este ano, este foi um dos concertos mais aguardados, mais esperados, mais desejados por todos os que encontraram este disco nas suas vidas. Parecia urgente ver ao vivo como este encontro pôde acontecer um dia, como se precisássemos dessa prova para termos toda a certeza da sua música. Mas não houve nenhum concerto; porque a descarga emocional deste “Turbina Anthem” é irreproduzível e circunscrita a um tempo e local específicos. Resta-nos o milagre de estúdio que testemunhou uma comunhão perfeita entre o trompete rochedo de Sei Miguel e a dança acústica e eléctrica da guitarra de Pedro Gomes. Um dos discos de 2011, sim, mas acabará por ser bem mais que isso daqui por uns anos.

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Tim Hecker ”Ravedeath, 1972″
CD Kranky / 2LP (Kranky)

“Ravedeath 1972” ridicularizou toda a nossa admiração por Tim Hecker. Sabiamos que o músico canadiano seria capaz de se ultrapassar, mas talvez não esperássemos que fizesse uma obra-prima absoluta, capaz de entrar numa lista de melhores da década, escorraçando de imediato todos os pretendentes que o desejem beliscar. Música ambiental, quase sagrada, processada com veludo, mas também gritos eléctricos, dilacerados em conjunto com Ben Frost – porventura um dos cúmplices do milagre.


+ 10 ELECTRÓNICA / EXPERIMENTAL

- Driphouse “Spectrum 008″ (Spectrum Spools) – LP
- Eliane Radigue “Transamorem – Transmortem” (Important) – CD
- Evil Madness “Super Great Love” (Editions Mego) – CD
- Forma “Forma” (Spectrum Spools)
- Kreng “Grimoire” (Miasmah) – CD
- Leyland Kirby “Intrigue & Stuff” Vol. 1″ (History Always Favours The Winners)
- Mark Fell “Manitutshu” (Editions Mego) – 2LP
- Mika Vainio “Life (… It Eats You Up)” (Editions Mego) – CD / 2LP
- Ricardo Donoso “Progress Chance” (Digitalis) – LP
- Vladislav Delay “Vantaa” (raster-noton) – CD


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Sexta-feira, 28 Outubro, 2011

SIMON SCOTT Bunny CD / LP

€ 15,50 € 11,95 CD Miasmah  ENCOMENDAR

€ 12,50 LP Miasmah  ENCOMENDAR

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Quem é Simon Scott? Nada mais, nada menos que um dos Slowdive, que tanto mexeram com a fama do shoegaze na década de 90. Foi o baterista mais aplaudido dos vários que circularam pela banda e, depois de algum apagamento, “Navigare” saiu na Miasmah em 2009, mostrando-o atento a outras coisas, fenómenos e sons. Não foi um álbum marcante, demasiado perdido entre muitas referências. “Bunny”, contudo, é aquilo que melhor poderíamos esperar de Simon Scott (e da Miasmah) – algures entre o neo-clássico e a electrónica, a sua música espelha o conforto que tem em descrever paisagens abstractas, quase cinematográficas, sempre com detalhes bem arrumados no espaço e no tempo, nunca desprezando o ritmo, por muito lento e subliminar que seja. “Radiances”, por exemplo, ecoa ainda algumas memórias shoegaze, agora numa versão contemplativa bucólica, algo distante da eclosão e erosão do género há duas décadas. “Bunny” é sobre espaços, grandes, mas sobretudo confortáveis, como uma massagem suave a muitas mãos. Ambient music também pode pesar uma tonelada.

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Sexta-feira, 24 Junho, 2011

JUV Juv CD

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Sexta-feira, 24 Junho, 2011

KABOOM KARAVAN Barra Barra CD

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O som de Kaboom Karavan é amplo e reverbera em espaços igualmente amplos. Parece esconder um vasto colectivo de activistas sonoros, mas na realidade é da cabeça de Bram Bosteels que quase tudo sai. O resto fica nas mãos de Stijn Dickel e Fred van de Moortel, em guitarra e contrabaixo, respectivamente. “Barra Barra” soa a uma banda sonora para algo indefinido, meio incorpóreo e translúcido, como se a música acabasse por ocupar os espaços em branco da história. Ruídos, vibrações e outras manifestações de objectos ligam-se a uma composição cinematográfica que provem de anteriores trabalhos para teatro, dança e… cinema. Doses equlibradas de industrial moderado, música concreta artesanal e convocação de espíritos sombrios fazem de “Barra Barra” um álbum especial para alturas especiais. Mesmo se as comparações habituais com Neubauten e Bohren & Der Club Of Gore estejam uma centímetros ao lado.

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