Quarta-feira, 14 Dezembro, 2016

DEMDIKE STARE Wonderland 3CD / 2LP

€ 20,50 3CD Modern Love

€ 25,50 2LP Modern Love

[audio:http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-1.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-2.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-3.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-4.mp3,http://www.flur.pt/mp3/LOVE105-5.mp3]

Os olhares cinematográficos dos Demdike Stare começaram a desaparecer algures entre “Elemental” e a sua série “Testpressing” (a edição em CD de “Wonderland” traz esse bombom, os temas todos da série “Testpressing”). “Testpressing” foi um campo de testes avantajado. Não é que tivessem a experimentar a 100%, mas claramente foi a construção da ponte para este “Wonderland”. Os primeiros da série eram mais drum’n’bass/jungle, criavam estímulos para dançar. Ao longo da série isso foi sendo desconstruído e no final quase só sobrava uma ideia animalesca da coisa, sem a componente de dança, mas também sem ser exactamente mental. É como se depois da “ambiência” dos primeiros discos, o duo procurasse uma forma de escalar essa ideia de cinematografia, de paisagem, sem memórias da Basic Channel, Chain Reaction, mas a partir da memória da música de dança britânica, e sem a abstração de um Lee Gamble, o lado físico de Powell e a componente meramente visual dos próprios Demdike Stare. Tiveram a coragem de expor os seus testes, digamos assim. Mas depois de tirarem a roupagem ao longo dos “Testpressing”, perceberam que não poderia ser só isso, que um novo álbum não se poderia enfiar no limbo que ficou de uma coisa que queriam sair. O que acontece em “Wonderland” é maravilhoso, é uma mistura perfeita entre o sintético e o real-sintético, ou seja, entre o falso e uma ilusão do real. Criam espaços exóticos futuristas enfiados em ideias do passado, num estilo mais virado para o dancehall mas que torna impossível a concretização da dança. É um disco com uma narrativa de outro tempo, mas que nunca funcionaria noutro tempo, só agora, e provavelmente no futuro. E apesar dos Demdike Stare hoje não serem uma banda-sonora perfeita para as noites de inverno (como eram em “Tryptych”), são o centro do universo actual no encontro entre a dança, o mental e o revisionismo. Há coisas lindas a acontecerem em “Wonderland”.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

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