Quinta-feira, 24 Novembro, 2016

ALAN McGEE Creation Stories: Riots, Raves and Running a Label LIVRO

€ 6,50 LIVRO Sidgwick & Jackson

paperback, 356 páginas, 13,1 x 19,6 cm.

“Creation Stories” acarreta aquele problema dos livros escritos pelos próprios intervenientes. Por outro lado, seria impossível contar a sua história sem Alan McGee. E é isso que aqui acontece, na primeira pessoa, desde a sua adolescência em Glasgow até à posteridade da Creation (e de McGee). Estamos a falar numa editora que no mesmo mês editou “Loveless” e “Screamadelica”. Os tempos eram outros e ler este “Creation Stories” conta mais sobre como a pop mudou nas últimas décadas e meia do que propriamente sobre os anos da Creation. Em mais de metade do livro há imensas histórias sobre viver com a corda ao pescoço, artistas que demoravam mais do que o desejado em estúdio e que quase levavam a editora à ruína. As histórias à volta de “Loveless” e das preciosidades de Kevin Shields são conhecidas, mas Alan McGee torna mais presente essa ideia de como o génio de alguém pode levar uma estrutura à falência. Não foi o único. Os Primal Scream arriscaram o mesmo a seguir a “Screamadelica”, na gravação de “Give Out But Don’t Give Up”. E no entretanto surgem os Oasis. Mas é também no momento em que surgem os Oasis que Alan McGee se retira um pouco, em que mais de uma década de abusos fazem com que os eu corpo e mente cedam. McGee está longe de escrever bem – é mesmo preciso realçar isso -, está constantemente a pedir desculpas usando os mesmos artifícios, está constantemente a cascar na Rough Trade e pelo meio conta como abriu portas para o shoegaze, porque é que os Ride ficaram péssimos, como acreditou nos Jesus & The Mary Chain e percebeu que era necessário um álbum que concentrasse tudo o que de bonito estava a acontecer em Manchester no final da década de 1980, inícios de 1990 (“Screamadelica”, para os mais distraídos). E também há os Oasis por aí e boas histórias de quando se juntou ao Labour Party. Ao ler fica-se com a sensação que houve momentos em que a Creation poderia ter dominado o mundo. Exagero, claro, mas quando se fala em álbuns como “Loveless” é incontornável pensar assim.

NOTA: Artigo sempre sujeito a confirmação de stock e preço

PLEASE NOTE: Item always subject to stock and price confirmation


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