Sexta-feira, 18 Novembro, 2011

CARLOS PAREDES Guitarra Portuguesa LP

€ 18,95 LP Drag City  ENCOMENDAR

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Reza a história que Ben Chasny ficou apaixonado pela música de Carlos Paredes na sua primeira visita a Portugal, algo demonstrado pela sua dedicação a Paredes no álbum “School Of The Flower”. Esta é uma explicação para os dois primeiros álbuns do guitarrista português serem reeditados pela primeira vez desde 1983 (!), agora pela Drag City, em duas edições que replicam bem os originais e com boa qualidade de som. “Guitarra Portuguesa” e “Movimento Perpétuo” são dois marcos na música portuguesa e registos importantíssimos para a divulgação e promoção da guitarra portuguesa, um instrumento com tradição de séculos e adaptado constantemente de região a região de forma a aproximar-se do som pretendido. Carlos Paredes, sabemos, é o grande intérprete deste instrumento, uma espécie de embaixador que elevou a guitarra a uma vida além fado, além música folk ou regional. O que fez com as doze cordas é inesquecível, tamanha paixão, dedicação, talento e obsessão são raras de se encontrar, agora confronte-se isso com os anos difíceis em que os gravou e editou (1967 e 1971), já com mais de quarenta anos e uma vida difícil (esteve preso, sem instrumento, mas diz-se que isso não o impediu de compor) e frustrante (o seu pai, Artur Paredes, também guitarrista, é em parte responsável pela sua carreira editorial tardia). Ouvimos o seu nome, ouvimos as suas canções aqui e ali, reconhecemos o mérito, o talento e a sua importância, mas raramente ouvimos as suas canções com a atenção que merecem e os discos que, em si, contam uma história. Não houve nem há ninguém como Carlos Paredes na nossa história. Estas edições são históricas, não só por voltar a colocar em circulação álbuns que hoje são relativamente difíceis de encontrar, mas porque “Guitarra Portuguesa” e “Movimento Perpétuo” são discos valiosos da nossa História e em qualquer História.

“Perante música assim, nada mais nos resta que admiração incontida e agradecimento”. 5/5 in ÍPSILON / PÚBLICO

“Porque a obra é de enorme importância – falamos de Carlos Paredes, o maior nome da guitarra portuguesa, da sua tradição e ao mesmo tempo da sua recusa de limites e formatações – discos irrepetíveis pedem alguns cuidados na hora de serem alvo de reedição.” in BLITZ

“Quantos de nós, aqui no Reino Unido, tomámos alguma vez contacto com a beleza transcendental da guitarra do português Carlos Paredes?” 5/5 in THE TIMES

“À semelhança da guitarra de Paco Peña ou dao acordeão de Astor Piazzolla, também a música de Paredes evoca a atmosfera romântica dos cafés, das ruelas iluminadas, alcançando ao mesmo tempo a precisão de Bach e a serenidade solene de uma sala de concerto. Estes são registos verdadeiramente belos, que merecem todo o reconhecimento.” in MOJO

“Estes LPs são registos maravilhosos que captam cada detalhe do incrível talento de Paredes. “Guitarra Portuguesa” (1967) colocou-o no mapa internacional. Em “Movimento Perpétuo” (1971), Paredes abriu o seu estilo às influências clássicas e do jazz. Sublime.” in THE LIST


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