Segunda-feira, 18 Agosto, 2008

NICO MUHLY Mothertongue CD

€ 12,50 CD Bedroom Community

SSó pelo currículo, Nico Muhly tem um percurso que já chama a atenção. Bjork, Bonnie “Prince” Billy, Philip Glass e Antony são alguns dos nomes com quem já colaborou. “Mothertongue” é o segundo álbum e o se o primeiro (“Speaks Volumes”) não puxou pela atenção dos mais distraídos, este já lhe deu direito a imensos destaques, incluindo um profile na prestigiada New Yorker. Dividido em três partes (“Mothertongue”, “Wonders” e “The Only Tune”), “Mothertongue” é uma invulgar incursão na música contemporânea, porque a trata como música pop. Steve Reich, Terry Riley e Philip Glass são referências óbvias, Muhly evoca-os desfigurados em arranjos glaciares, num excesso de pormenores que no aglomerado transformam o espaço da sua música num local tanto aprazível quanto fantasmagórico. A produção, mais uma vez a cargo de Valgeir Sigurdsson, talvez remeta para o universo gélido da Islândia (pense-se em Sigur Rós) numa primeira abordagem, mas as próximas darão para ver que há algo de muito maior ali, não só distinto, com propriedade, mas, perdoe-se a redundância, mesmo Maior. Imaginem Colleen, em versão masculina, imaginem o mundo abstracto analógico dos Books, pensem na arte da colagem de Steve Reich, e amplifiquem tudo isto numa mente mais arrojada, ambiciosa, que faz da música contemporânea (e clássica, já agora) um instrumento pop todo-o-terreno. Uma das melhores surpresas do ano.

[...] Nico Muhly é, aos 26 anos, mais um nome a ter em conta no panorama da música contemporânea nova iorquina. «Mothertongue» é o seu disco mais interessante de sempre. 4/5 in In’/DN (Nuno Galopim, 02/08/08)

[...] Aos 27 anos, o compositor Nico Muhly é um dos criadores mais aplaudidos daquela parte incerta em que a música erudita contemporânea se mete com a música popular e fica difícil distinguir os corpos.(…) A suite “Mothertongue” sublinha os dotes de Muhly como cientista de estúdio. 4/6 in Time Out Lisboa (Jorge Manuel Lopes, 30/07/08)

[...] Através do tratamento de sons concretos, de manipulação minimal, dos detalhs digitais, e de “erros” convertidos em descobertas, assiste-se ao fervilhar de um pulsar orgânico fascinante. 4/5 in Blitz (Pedro Dias da Silva, 01/08/08)

[...] Álbum flexível, arrojado, entusiasmante. 4/5 in Público/Ípsilon (Vitor Belanciano, 01/08/08)

Artigos relacionados


/ / Etiquetas: , , , , / / Comentar: aqui »